- O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) retirou Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e a esposa Viviane Barci de Moraes da lista de sanções da Lei Magnitsky.
- A decisão foi anunciada no começo da tarde desta sexta-feira, após contatos de Lula com o ex-presidente Donald Trump.
- Aliados do PT, como Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias, Zeca Dirceu e Humberto Costa, celebraram a suposta derrota dos opositores; ainda não houve pronunciamento oficial do governo Lula.
- Moraes foi sancionado pela Lei Magnitsky há cerca de cinco meses em meio a articulações envolvendo Bolsonaro e Paulo Figueiredo para tentar interromper o julgamento no STF.
- A retirada ocorreu poucos dias após o governo Trump reafirmar a sanção a Moraes por violar a liberdade de expressão.
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Tesouro dos EUA informou hoje a retirada de Alexandre de Moraes, ministro do STF, da lista de sanções Magnitsky, junto com a sua esposa, Viviane Barci de Moraes. A medida ocorreu após contatos entre Lula e Trump.
A decisão, anunciada no começo da tarde, ocorre duas dias depois de Trump ter reafirmado as sanções. O governo brasileiro ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto. Moraes permaneceu detido em Brasília, sob o processo envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Entre aliados de Lula, a reação foi de celebração pelas redes sociais. A ministra Gleisi Hoffmann afirmou que a decisão representa uma derrota de adversários que tentavam deslegitimar o Brasil no exterior. Outros parlamentares petistas repetiram a leitura.
Desdobramentos diplomáticos
Os relatos indicam que Lula pediu a retirada de punições a autoridades brasileiras sancionadas. A decisão do OFAC não envolve explicações detalhadas, mas reforça a dinâmica entre Brasília e Washington, com impactos em relações externas.
Ainda não há posicionamento formal do governo de Lula sobre a retirada. O tema segue sob avaliação, já que a pauta envolve questões institucionais e o equilíbrio entre direitos humanos, diplomacia e soberania brasileira.
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