- O ministro Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal faça perícia médica em até 15 dias para avaliar a necessidade de cirurgia em Jair Bolsonaro.
- A defesa havia solicitado ao STF a realização do procedimento e o cumprimento de pena em casa; porém os documentos apresentados não são atuais, o último data de três meses atrás.
- No dia da prisão, 22 de novembro, houve exame médico-legal que não indicou a necessidade de intervenção cirúrgica imediata.
- Bolsonaro foi preso preventivamente na sede da Polícia Federal após tentar romper a tornozeleira com um ferro de solda, antes do julgamento que o condenou a 27 anos e 3 meses de prisão.
- A defesa argumenta que há problemas psicológicos decorrentes da medicação, mas não há confirmação pública de cirurgia.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a Polícia Federal realize uma perícia médica em até 15 dias para avaliar a necessidade de cirurgia no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão aponta que os documentos apresentados pela defesa não são atuais, o mais recente tem três meses.
A análise também indica que, no dia da prisão, 22 de novembro, Bolsonaro passou por exame médico-legal sem registro de condição que exigisse intervenção cirúrgica imediata. A avaliação é parte de desdobramentos após a condenação de 27 anos e 3 meses.
A defesa havia pedido, na semana passada, a realização da perícia e o cumprimento de pena em casa, argumentos que Moraes considerou sem fundamentação suficiente no momento. A defesa alega ainda problemas psicológicos decorrentes da medicação.
Detalhes da decisão
A PF deverá apresentar o laudo dentro do prazo estipulado, ajudando a esclarecer se há indicação de cirurgia imediata ou não. Documentos médicos apresentados pela defesa foram descartados por não estarem atualizados.
Na sequência, o ministro manteve o curso processual já previsto, sem alterar o status da condenação nem efetivar medidas de prisão domiciliar neste momento, até que a perícia seja concluída. O caso segue sob monitoramento do STF.
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