- O presidente da Câmara, Motta, e seu padrinho político, Lira, vivem tensão ligada à cassação de Glauber Braga (PSOL-RJ).
- Na votação anterior, Braga teve suspensão de seis meses por suposta quebra de decoro ao expulsar, aos empurrões, um militante do Movimento Brasil Livre (MBL).
- Motta afirmou que não age por conveniências, busca imparcialidade e trabalha com seriedade, equilíbrio e diálogo para o pleno funcionamento das instituições.
- Lira criticou a condução dos trabalhos em mensagens no WhatsApp, chamou a Câmara de “esculhambação” e defendeu uma reorganização da Casa.
- As falas ocorrrem após Motta negar motivações pessoais e Lira manter atuação nos bastidores para cassar Braga.
O atual presidente da Câmara, Motta, e o padrinho político dele, Lira, entram em conflito em torno da cassação de Glauber Braga (PSOL-RJ). Na véspera, o plenário optou por suspender Braga por seis meses, em vez de cassá-lo. A acusação envolve quebra de decoro após Braga ter expulsado, com empurrões, um militante do MBL.
Motta afirmou, em entrevista, que não atua por conveniência e busca manter a imparcialidade e o diálogo. O objetivo é o funcionamento pleno das instituições, com respeito entre os Poderes e abertura ao diálogo com todas as vozes do Parlamento. Segundo ele, a gestão não deve servir a revanchismos.
Lira, por meio de mensagens no WhatsApp divulgadas pelo G1 econfirmadas pela CartaCapital, criticou a condução da Câmara. O padrinho político descreveu a Casa como uma esculhambação e defendeu uma reorganização para a condução dos trabalhos.
Contexto e desdobramentos
Antes da votação mais recente, o plenário tinha decidido poupar Braga da cassação total, aplicando apenas a suspensão de seis meses. A divergência entre Motta e Lira ficou explícita nas intervenções públicas e nas comunicações privadas divulgadas pela imprensa.
Essa disputa amplia o debate sobre a condução dos trabalhos no Legislativo e a relação entre liderança do Poder e base aliada. A pauta de Glauber Braga permanece no centro das atenções, com partidos e parlamentares observando os próximos passos e eventuais novas ações disciplinares.
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