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Motta nega censura a jornalistas e abre sindicância sobre confusão

Motta nega censura e abre sindicância após a retirada de Glauber Braga da Mesa Diretora; jornalistas expulsos e queda da transmissão da TV Câmara

Polícia Legislativa foi chamada para retira o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) da Mesa Diretora da Câmara. (Foto: reprodução/redes sociais.)
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  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, negou censura à imprensa e abriu sindicância para apurar o tumulto envolvendo a retirada de Glauber Braga da Mesa Diretora durante a sessão de cassação.
  • A confusão ocorreu na terça-feira: Braga se recusou a deixar a cadeira às 16h02, atrapalhando a troca prevista pela Mesa.
  • A suspensão da sessão foi anunciada às 17h42; a transmissão da TV Câmara foi transferida para a Comissão de Saúde, em procedimento técnico de praxe.
  • A interrupção da TV Câmara ocorreu às 17h28, antes da suspensão oficial, com a polícia legislativa retirando jornalistas e assessores por segurança, com base em normas internas aprovadas em 2020.
  • Entidades jornalísticas criticaram o corte de transmissão e a expulsão dos repórteres; Motta afirmou que não houve intenção de limitar a imprensa e reafirmou o compromisso com a liberdade de imprensa.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que não houve censura à imprensa durante a retirada de Glauber Braga da Mesa Diretora na sessão que analisava o processo de cassação. Motta informou que abriu sindicância para apurar o tumulto, ocorrido na última terça-feira (9). Jornalistas foram retirados do plenário, a transmissão da TV Câmara foi cortada e o vídeo da sessão ficou fora do ar no canal oficial.

Conforme o relato de Motta, a confusão começou quando Braga se recusou a deixar a cadeira da presidência às 16h02, impedindo a troca prevista entre membros da Mesa. A suspensão da sessão foi anunciada às 17h42, o que, segundo ele, desencadeou a mudança da transmissão para a Comissão de Saúde, descrita como procedimento técnico. A interrupção da TV Câmara, porém, ocorreu às 17h28, antes da suspensão oficial, tanto no TV quanto no YouTube.

Jornalistas e assessores foram removidos da área por policiais legislativos, com a justificativa de segurança e com base em normas internas aprovadas em 2020. Motta lamentou os transtornos aos profissionais de comunicação e afirmou que não houve intenção de limitar a atividade jornalística. Ele destacou o compromisso da Câmara com a transparência, a liberdade de imprensa e o funcionamento regular dos trabalhos legislativos.

Em nota, a instituição afirmou que recebeu jornalistas para ouvir relatos e esclarecer os fatos, reiterando a abertura de sindicância para apurar o ocorrido com rigor. Entidades representativas do jornalismo criticaram a retirada de Braga e o corte da transmissão. Fenaj, Abraji e ANJ cobraram explicações sobre as razões da expulsão de repórteres e da interrupção de imagens da sessão.

  • Reações e desdobramentos
  • Organizações de imprensa cobraram clareza sobre as decisões técnicas que levaram à mudança na transmissão.
  • Critérios de segurança e as normas de 2020 foram citados pela Câmara como fundamentos para as ações dentro do plenário.
  • A Casa mantém o argumento de que a liberdade de imprensa é essencial, sem abrir mão de procedimentos que assegurem o funcionamento legislativo.

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