- Parlamentares da oposição criticaram a decisão do ministro Alexandre de Moraes de anular a cassação da Câmara contra a deputada Carla Zambelli (PL‑SP).
- A Câmara decidiu manter o mandato de Zambelli na madrugada desta quinta-feira, com 227 votos favoráveis à cassação, 170 contrários e 10 abstenções.
- Não houve maioria absoluta (257 deputados), o que deixou de cumprir a determinação do Supremo Tribunal Federal.
- Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão ao Conselho Nacional de Justiça e está presa na Itália desde julho.
- A reação nas redes sociais dos oposicionistas chamou Moraes de ditador e criticou o que classificam como usurpação institucional.
Na madrugada desta quinta-feira, a Câmara dos Deputados decidiu manter o mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP). A votação ficou em 227 votos a favor da cassação, 170 contrários e 10 abstenções, não atingindo a maioria absoluta de 257 parlamentares. A decisão ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, ter anulado a cassação após o trâmite na Casa.
Zambelli foi condenada a dez anos de prisão pela participação na invasão do CNJ e está presa na Itália desde julho, após fugir do país. A Câmara já havia votado pela cassação, decisão contestada pela oposição e que levou a oitiva de novas leituras sobre a autoridade do STF diante de decisões da Câmara.
A decisão desta quinta gerou reação da oposição em redes sociais. Parlamentares da direita criticaram Moraes, chamando-o de ditador em posts que passaram a circular, e descrevendo o ato como usurpação institucional. Houve ainda críticas sobre o papel do Judiciário diante de decisões de o Legislativo.
Reação da oposição
- Deputados da oposição afirmaram que a decisão do STF violou a soberania parlamentar.
- Discursos nas redes sociais questionaram o equilíbrio entre os poderes e destacaram a permanência de Zambelli no cargo.
- Comentários ressaltaram que o episódio acentua a tensão entre os Poderes e o debate sobre a democracia no país.
A Câmara, no entanto, manteve a posição de não cassar o mandato, com a maioria obtida aquém da berga necessária para cassação. O desenlace segue em aberto, com a oposição mantendo a crítica ao andamento do caso e o respaldo institucional de cada poder sob escrutínio público.
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