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Presépios em igrejas dos EUA contestam ações do ICE

Exibições de Natal em igrejas retratam Jesus bebê envolto em panos de emergência e Maria com máscara de gás, criticando a política de imigração do governo Trump

An ‘ICE was here’ sign is posted in the spot for the baby Jesus at a nativity display at St Susanna church in Dedham, Massachusetts, on 9 December. Photograph: Charles Krupa/AP
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  • Em Evanston, uma nova apresentação natalina mostra Jesus bebê envolto em coberturas de emergência com pulsos amarrados e Maria usando máscara de gás, rodeados por soldados com coletes marcados como ICE.
  • Em Urban Village, a Sagrada Família não aparece; hácartaz dizendo que, devido à atividade do ICE na comunidade, a Santa Família está escondida.
  • A montagem é alvo de críticas, com questionamentos sobre a mensagem, mas também apoio de fiéis que veem a peça como alerta sobre políticas de imigração.
  • Organizações de igrejas argumentam que retratar a história de nascimento de Cristo na mouldura política atual ajuda a chamar atenção para o que chamam de agenda do governo federal.
  • Historicamente, outras exibições semelhantes foram feitas desde dois mil e dezoito, incluindo cenas de Jesus em jaula ou em água contaminada, para destacar temas como imigração, refugiados e crises climáticas.

O que aconteceu: novas intervenções artísticas em igrejas retratam a história de nascimento de Jesus com foco em questões migratórias e políticas, gerando debates entre lideranças religiosas e críticos. Em Evanston, perto de Chicago, Jesus bebê aparece envolto em coberturas de emergência e com algemas nos pulsos; Mary usa máscara de gás e soldados aparecem vestidos com coletes rotulados como ICE. Em Urban Village, a Sagrada Família não está presente; há cartaz que diz que a família está escondida devido à atividade do ICE.

Quem está envolvido: comunidades religiosas locais, lideranças das igrejas envolvidas, críticos e órgãos de imprensa, incluindo a Associated Press, que traz a cobertura. As paróquias citadas atuam como pontos centrais das instalações artísticas, com participação de membros da congregação e voluntários.

Quando e onde: as instalações foram montadas recentemente em Evanston, cidade vizinha de Chicago, e em Urban Village, outra igreja da área. As ações seguem exemplos de exibições anteriores desde 2018, ligadas a temas de imigração e serviços a refugiados.

Por quê: os organizadores afirmam que as leituras artísticas visam chamar atenção para a agenda de políticas de imigração da administração Trump, incluindo o impacto sobre famílias migrantes. Segundo eles, retratar Jesus como refugiado e a proteção de Mary simboliza temores reais de comunidades diante de deportações, separações familiares e cortes de serviços.

Contexto e desdobramentos

Lideranças da igreja em Evanston defenderam a instalação, destacando que a arte pública pode provocar reflexão sobre direitos humanos e proteção a migrantes. Críticas de alguns membros da arquidiocese local e de autoridades de ICE foram registradas, sem mudança na exposição. A igreja Católica de Urban Village mantém o sinal de que a Sagrada Família está em hidn, reforçando o tom de protesto diante das ações de imigração.

Histórico de ações e reação comunitária

Desde 2018, exposições semelhantes já foram erguidas em outras paróquias, com leituras políticas da Natividade e leituras de figuras bíblicas em cenários atuais. Em um caso anterior, uma igreja retratou Jesus preso em uma jaula, em protesto à separação de familiares. Em outra ocasião, a imagem apareceu em meio a detritos para abordar questões climáticas. As iniciativas compõem um histórico de envolvimento social por parte de comunidades religiosas da região.

Reações e próximas etapas

A pauta permanece em aberto: defensores afirmam que a arte fortalece o diálogo sobre políticas públicas, enquanto críticos questionam o método. O grupo de refugiados apoiado por essas igrejas continua a acompanhar o contraste entre mensagens artísticas e políticas públicas. As informações são da Associated Press, com apuração adicional de veículos locais.

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