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Processo do governo para combater violência contra mulheres é pior que Tories

Críticas à estratégia VAWG: atraso, falta de transparência e menor participação de especialistas, com foco em rapazes e prevenção da radicalização, apesar de £550 milhões em financiamento

Jess Phillips is the parliamentary under-secretary of state for safeguarding and violence against women and girls.
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  • A estratégia de violência contra mulheres e meninas passa a mirar rapazes, com foco na prevenção da radicalização entre jovens e no apoio às vítimas; divulgação prevista antes do recesso parlamentar.
  • Grupos do setor criticam o andamento como caótico e pouco engajado, com atrasos em relação à promessa de reduzir pela metade a VAWG em uma década.
  • Relatos indicam descarte de expertise e participação limitada de especialistas, com a advisory board tendo poucas reuniões presenciais/online.
  • O governo anunciou £550m de financiamento para apoio às vítimas e mudanças legais propostas para melhorar julgamentos de estupro e proibir cenas de estrangulamento em pornografia.
  • Parlamentares e representantes pedem monitoramento, avaliação independente e maior transparência para evitar que a estratégia seja percebida como mera medida sem acompanhamento adequado.

Grupos que atuam na área VAWG criticaram o andamento da estratégia governamental contra violência de mulheres e meninas, descrevendo o processo como caótico, desorganizado e pior do que no período anterior. A promessa é reduzir pela metade a violência em uma década, mas há dúvidas sobre a radicalidade das medidas.

Ministérios se preparam para anunciar políticas antes do recesso parlamentar, com a publicação prevista para a próxima semana. Fontes do setor dizem que houve falta de transparência e pouca participação de especialistas durante o desenvolvimento da estratégia.

A estratégia passou a mirar rapazes e a prevenção da radicalização entre jovens, segundo a BBC. O plano deve centrar-se em prevenir a radicalização de homens jovens, interromper abusos e apoiar vítimas, conforme informações de veículos de imprensa.

Vários atores do setor apontam que não houve envolvimento adequado de especialistas-chave. Um representante lembra que, após o assassinato de Sarah Everard, houve consulta pública mais ampla e maior contato com ministros, tendência que não se manteve neste processo.

Karen Bradley, presidenta da comissão de assuntos internos, cobrou maior engajamento e transparência, destacando que a advisory board da VAWG realizou apenas algumas reuniões presenciais e online, com papel limitado. Relatos indicam reuniões restritas entre assessores.

Andrea Simon, diretora da coalizão End Violence Against Women and Girls, reconhece avanços como o aporte de 550 milhões de libras para apoio às vítimas e mudanças legais propostas para melhorar julgamentos de estupro e bloquear representações de estrangulamento em pornografia. Ela pede monitoramento e avaliação para dar accountability à estratégia.

Ainda segundo apurações, a divulgação do documento completo pode ocorrer apenas próximo ao fechamento do parlamento para o recesso de fim de ano, o que preocupa pela chance de parecer algo apressado. Uma fonte do setor descreveu o processo como descuidado e sem envolvimento de especialistas.

Outra crítica aponta que, embora haja propostas de uma abordagem intergovernamental para reduzir VAWG, ainda não ficou claro quanto a governança externa será incorporada. O objetivo é manter a consistência com promessas do governo, sem evidências de avaliação independente.

Karen Ingala Smith, cofundadora do Femicide Census, afirmou ter ficado de fora da advisory board e descreveu as últimas reuniões como forma de cumprir agenda, sem influenciar resultados. A organização monitora casos de feminicídio e auxilia na avaliação parlamentar.

A equipe do Ministério do Interior foi procurada para comentar, mas não houve resposta até a publicação. A pauta envolve fortalecer proteção, responsabilização e suporte a vítimas, com mudanças legais e orçamento em debate.

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