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Senado mexicano aprova aumento de tarifas a países, incluindo China e Brasil

Senado aprova tarifas de importação para doze países, entre eles China e Brasil, com tarifas entre vinte por cento e trinta e cinco por cento, vigência a 1 de janeiro de 2026

Claudia Sheinbaum, presidenta do México, argumenta que aumento de tarifas contra diversos países visa fortalecer a indústria nacional. Foto: Alfredo ESTRELLA / AFP
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  • O Senado mexicano aprovou, em 10 de outubro, tarifas de importação para 12 países, incluindo China e Brasil, com 76 votos a favor e 5 contrários.
  • O pacote abrange 1.463 classificações tarifárias e reduz taxas de até 50% para cerca de 20% a 35% na maior parte, com vigência prevista para 1º de janeiro de 2026.
  • A Câmara dos Deputados já aprovou a proposta, que precisa ser publicada para entrar em vigor.
  • A medida foi apresentada pela presidente Claudia Sheinbaum em setembro para fortalecer a indústria nacional, reduzir dependência de importações e ampliar conteúdo local, em meio aDiscussão sobre a renegociação do T-MEC e críticas sobre inflação.
  • Reações: oposição teme impactos na inflação; a China alertou contra coerção e avaliou retaliações; o governo propôs um grupo de trabalho com o país, e alguns setores manifestaram oposição à reforma.

O Senado mexicano aprovou tarifas de importação para 12 países, incluindo China e Brasil, como parte do pacote apresentado pela presidenta Claudia Sheinbaum em setembro. A medida busca fortalecer a indústria nacional, reduzir a dependência de importações e ampliar o conteúdo local, em meio à pressão comercial dos Estados Unidos para renegociar o T-MEC.

A votação ocorreu em 10 de outubro, com 76 votos a favor e 5 contrários. A proposta abrange 1.463 classificações tarifárias em setores como automotivo, têxtil, vestuário, plásticos, eletrodomésticos e calçados. As tarifas devem entrar em vigor em 1º de janeiro de 2026, após publicação oficial.

A lista envolve China, Brasil, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Rússia, Tailândia, Turquia e Taiwan, entre outros. Inicialmente, as taxas podiam chegar a 50%, mas foram majoritariamente ajustadas para 20% ou 35%. Em 35 senadores votaram pela abstenção, citando pressa legislativa e impactos na inflação.

A Câmara dos Deputados já havia aprovado a proposta, que agora depende da publicação para vigorar. A administração argumenta que a medida fortalece o setor produtivo e a geração de empregos, além de ampliar cadeias de suprimentos nacionais.

Críticos da oposição questionam se as tarifas respondem apenas a pressões de Washington ou se refletem uma política econômica autônoma. Parlamentares do governo afirmam que o objetivo é alavancar a economia mexicana e reduzir vulnerabilidades externas.

O governo disse ainda ter proposto um grupo de trabalho com a China para discutir a iniciativa, enquanto países e setores alertaram para riscos inflacionários. A China indicou oposição a coerções sobre suas exportações e avaliou medidas de retaliação.

Representantes do setor privado avisaram que a mudança pode impactar o custo de produtos importados e a inflação, destacando a necessidade de tempo para ajustar cadeias de suprimentos. O debate sobre impactos econômicos ainda segue em curso.

O Senado atuou em meio a pressão externa, com o governo mexicano defendendo a reforma como parte do chamado Plano México. A medida depende da publicação para entrar plenamente em vigor no calendário de 2026.

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