- Interlocutores do presidente Lula dizem que ele deveria buscar Hugo Motta para oferecer apoio e superar a fragilidade no comando da Câmara.
- Motta tem entregado mais do que tirado do governo, especialmente na agenda econômica, mesmo com atritos com o Planalto.
- Ele estaria insatisfeito com críticos do Centrão, que pressionaram na cassação dos mandatos de Glauber Braga e Carla Zambelli.
- A equipe econômica confia que Motta votará o projeto de corte linear de dez por cento dos gastos tributários, o que pode liberar mais de R$ 20 bilhões para o Tesouro em 2026.
- O Planalto também espera que Motta vote as últimas medidas da reforma tributária para que entrem em vigor em testes em 2025.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia buscar o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta, para enfrentar fragilidades na condução da Casa. A sugestão é atuar para manter apoio na pauta econômica, mesmo diante de atritos com o Palácio do Planalto.
Interlocutores lembram que Motta tem entregue mais do que retira para o governo, especialmente na agenda econômica. A estratégia seria afastá-lo do Centrão bolsonarista, ao valorizar caminhos de cooperação com o governo.
Apesar das críticas do Centrão, Lula pode abrir mão de discordâncias, como a votação da dosimetria, para manter Motta alinhado ao governo. A aproximação de Motta já ocorreu, mas houve distanciamento por influência do grupo central.
Ato esperado e votações
A equipe econômica acredita que Motta deve votar o corte linear de 10% dos gastos tributários, cuja aprovação pode render ao Tesouro mais de R$ 20 bilhões em 2027. O objetivo é fechar as contas de 2026 sem prejuízos às emendas.
A expectativa também é de que Motta vote as últimas medidas da reforma tributária, para que o instrumento tenha fase de teste em 2025. A cassação de Glauber Braga e Carla Zambelli permanece como ponto de tensão política.
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