- O presidente da Câmara, Hugo Motta, busca retomar o controle político ao reorganizar um bloco de centro com 275 deputados para ditar a agenda.
- Motta rompeu com o líder do PT, Lindbergh Farias, e com o líder do PL, Sóstenes Cavalcante, diante de votações polêmicas.
- Com o bloco majoritário, ele passa a ter poder para pautar, acelerar ou barrar projetos, obrigando governo e oposição a negociar.
- Projetos cruciais, como o Orçamento e tributos sobre apostas online e fintechs, passam a depender da boa vontade desse novo bloco.
- Motta planeja pautar cassações de bolsonaristas, incluindo Eduardo Bolsonaro, por faltas, mantendo a tensão com a oposição.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, retomou o controle político da Casa após isolamento do governo e da oposição. Em Brasília, ele reorganizou um bloco de centro com 275 deputados para ditar a agenda de votações, pressionando PT e PL a negociar. Motta rompeu com Lindbergh Farias e Sóstenes Cavalcante.
A ofensiva visa transformar Motta no árbitro das decisões na Câmara. Com a nova aliança, ele pode pautar, acelerar ou barrar projetos, elevando o custo de qualquer pauta para o Planalto. A estratégia afeta votações-chave, como o Orçamento e tributos sobre apostas e fintechs.
A relação entre governo Lula e oposição bolsonarista permanece tensa, refletindo tensões políticas já detectadas em votações polêmicas. A posição de Motta em relação a pautas sensíveis elevou a expectativa de negociações diretas entre as partes.
Panorama recente
Motta já havia apresentado projeto que reduz as penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro, deixando a oposição, liderada pelo PL, insatisfeita com o que consideram ruptura de acordo. O tema ganhou contornos de conflito entre aliados de ambos os lados.
A próxima etapa envolve pedidos de cassação de bolsonaristas, entre eles o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). Também há expectativa de que Motta avalie a cassação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por faltas repetidas. A bancada bolsonarista reagiu com críticas públicas.
Eduardo Bolsonaro afirmou que Motta escolheu a desonra e sinalizou continuidade da disputa, indicando que o confronto não está encerrado. A Câmara, agora com maior controle de Motta, pode influenciar a tramitação de propostas e o ritmo de votações.
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