- Motta perde força dentro do grupo e Lira reclama; o presidente da Câmara não teria pulso para comandar a Casa.
- Nesta semana, Motta saiu derrotado na tentativa de cassar Glauber Braga, com o plenário aprovando apenas a suspensão.
- Desgaste com o PL persiste após Motta pautar cassação da deputada Carla Zambelli, que foi condenada pelo STF; ala bolsonarista queria a cassação.
- Aprovação da dosimetria não encerra a pressão bolsonarista dentro do PL nem impede a tentativa de anistiar medidas para Bolsonaro; haveria presunção de acordo entre líderes do PP, União Brasil e Flávio Bolsonaro.
- A oposição no caminho passa pela mobilização do pastor Silas Malafaia para visitar Bolsonaro; a meta é pressionar o STF e abrir espaço para Tarcísio de Freitas ser o candidato da oposição em dois mil e vinte e seis.
Motta perdeu força dentro do próprio grupo e o PL intensifica a articulação para conter Bolsonaro. Lira, aliado de Motta no PP-AL, tem demonstrado irritação com o afastamento do fiador da liderança da Câmara e diz, em off, que Motta não tem pulso para comandar a Casa.
Nas últimas semanas, Motta saiu vitorioso em derrotas ligadas à cassação de Glauber Braga e à votações sobre a dosimetria. O desgaste também atingiu a relação com o PL, maior legenda da Câmara, ampliando tensões internas entre bolsonaristas e a base do governo.
Além disso, Motta pautou a cassação de Carla Zambelli (PL-SP) e a aprovação da dosimetria, que reduziu penas, porém não livra Bolsonaro da cadeia nem reverte a inelegibilidade. Aliados do PL suspeitam de acordos fechados sem a participação de setores contrários ao acordo.
Movimentação para conter Bolsonaro
A ala bolsonarista do PL perdeu força, e a estratégia atual envolve a atuação do pastor Silas Malafaia. O objetivo é visitar Bolsonaro para tentar influenciar o apoio à oposição em 2026, pressionando o STF a abrir espaço para dialogar com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Caso haja sucesso, a pauta seria readequar a oposição e viabilizar a candidatura de Tarcísio de Freitas, conforme avaliação de setores que questionam a liderança de Bolsonaro na articulação política para 2026. A manobra é alvo de debates internos no PL sobre governabilidade e ritmo de mudanças.
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