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STF aponta ex-assessora de Lira como braço operacional em desvio de emendas

Ministro autoriza busca na Câmara; PF e PGR apontam papel central de Lira em esquema de emendas, com Mariângela Fialek operando repasses

Mariangela Fialek, ex-chefe da assessoria especial de Arthur Lira na Câmara dos Deputados. Foto: Reprodução LinkedIn
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  • Investigação aponta que Mariângela Fialek executava ordens do ex-presidente da Câmara e controlava o orçamento por meio das emendas, mesmo após a troca de comando.
  • O ministro Flávio Dino autorizou busca e apreensão na Câmara; PF e PGR descrevem o papel central de Arthur Lira no esquema, embora não seja alvo direto.
  • A assessora, conhecida como Tuca, operava o repasse de emendas em nome da Presidência, enviando listas de beneficiários, valores e planilhas de distribuição.
  • O deputado José Rocha informou que todas as remessas da Comissão que ele presidia vinham da Presidência, incluindo uma remessa de 320 milhões de reais para Alagoas.
  • Medidas incluem buscas, quebra de sigilos e afastamento de Tuca para esclarecer participação de outros agentes; a decisão aponta que a estrutura criada durante a gestão de Lira permaneceu.

O ministro Flávio Dino autorizou busca e apreensão na Câmara dos Deputados, com autorização da PF e da PGR. A operação mira a apuração de um esquema de manipulação de emendas parlamentares. A investigação envolve a ex-presidente da Câmara e o atual núcleo de comando da Casa.

Segundo o inquérito, Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, executava ordens atribuídas ao ex-presidente Arthur Lira e mantinha controle do orçamento mesmo após a troca de comando. O documento descreve funcionamento interno da estrutura da Câmara para direcionar recursos públicos.

A PF e a PGR apontam que Lira aparece como figura central, ainda que não seja alvo direto das medidas. A leitura é de que a assessora operava repasses de emendas em nome da Presidência, com critérios definidos pelo então presidente.

Tuca seria responsável por operacionalizar os repasses de emendas, enviando listas de beneficiários, valores e planilhas de distribuição. Parlamentares ouvidos relataram atuação como intermediária exclusiva da Presidência, sob orientação direta.

Entre os registros, deputados citam remessas de recursos pela Comissão presidida por Lira, incluindo uma remessa de 320 milhões de reais para Alagoas. A leitura é de continuidade do esquema mesmo após o fim da gestão de Lira na Câmara.

A decisão cita que Mariângela manteve o controle após o término do mandato de Lira, sugerindo permanência de uma estrutura organizada criada na gestão anterior. A origem e a natureza das orientações aparecem sem aprovação formal de comissões.

Documento indica que a assessora centralizava reservas de emendas para vários deputados, com mecanismos rigidamente reportados internamente. Depoimentos apontam pressões políticas associadas ao ex-presidente.

Entre as informações, o STF registra que Alagoas e Rio Largo figuram entre os mais beneficiados, mesmo em comissões sem representantes do estado. Há indícios de interferência externa na distribuição dos recursos.

O ministro autorizou buscas contra Tuca, quebra de sigilos e o afastamento de atividades relacionadas a emendas. As medidas visam esclarecer a extensão da participação de Mariângela e de outros investigados.

A reportagem não recebeu retorno até o momento do envio desta matéria do gabinete de Arthur Lira. A apuração segue em curso para esclarecer responsabilidades no esquema.

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