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Câmara suspende escolta de deputada Talíria Petrone após ameaça de morte

Câmara suspende a escolta de Talíria Petrone; ela contrata segurança particular para o fim de semana, enquanto ameaças de morte seguem sob investigação policial.

A deputada Talíria Petrone. Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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  • A Câmara dos Deputados suspendeu a escolta de Talíria Petrone (PSOL-RJ) na quinta-feira, 11, após ameaças de morte sob investigação.
  • A deputada contratou segurança particular com recursos próprios para o fim de semana, com agenda no Rio de Janeiro, incluindo ato contra o PL da Dosimetria.
  • Ela afirma não ter sido consultada nem avisada previamente da suspensão, classificando a decisão como retaliação de Motta pela atuação do PSOL em defesa de Glauber Braga.
  • A Câmara não comentou os questionamentos sobre a suspensão; Motta também não fez declarações sobre o assunto.
  • As ameaças, iniciadas em 2020, são apuradas pela Polícia Civil do Rio e, posteriormente, pela Polícia Federal, com suspeita de ligação a milícias e à extrema-direita.

A Câmara dos Deputados suspendeu a escolta da deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) após receber ameaças de morte que ainda são investigadas. A decisão passou a valer na quinta-feira, 11, por ordem do comando da Casa, e envolve agentes da Polícia Legislativa Federal que atuavam na parlamentar. Petrone planeja manter atividades políticas com segurança particular no fim de semana, no Rio de Janeiro, diante da suspensão.

A deputada informou ter contratado uma equipe privada com recursos próprios para acompanhar seu calendário político. O principal compromisso é um ato de rua contra o PL da Dosimetria. A Câmara não informou nem consultou Petrone sobre a decisão nem comunicou a suspensão com antecedência.

Segundo o histórico, as ameaças começaram por volta de 2020 e estão sob investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Com o tempo, a Polícia Federal também apura o caso, com indícios de atuação de milícias e de grupos de direita extremista, além de ameaças relacionadas ao endereço e à rotina da parlamentar e de familiares.

Tendência de desdobramentos

A parlamentar afirma que a medida configura retaliação de Motta pela atuação do PSOL em defesa de Glauber Braga, alvo de cassação que foi derrotada no plenário. Além disso, destaca que a decisão foi tomada sem consulta prévia e sem considerar os riscos à segurança dela e de seus filhos.

Reações públicas

Paula Coradi, presidenta do PSOL, classificou a suspensão como retaliação às críticas de Petrone ao trabalho do setor. A dirigente afirmou que a decisão expõe a integridade da parlamentar e demonstraria a dificuldade da legenda em aceitar o contraditório, associando o episódio à violência política de gênero.

Contorno institucional

A Câmara não respondeu aos questionamentos sobre a suspensão até o momento. Motta também não comentou a decisão. As investigações continuam abertas pelas autoridades do Rio de Janeiro e pela Polícia Federal, que buscam esclarecer o risco iminente enfrentado pela parlamentar e por sua família.

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