- A deputada Carla Zambelli comunicou à Câmara, neste domingo, a renúncia ao mandato.
- Ela está detida na Itália desde julho, buscando asilo político, após ter mandado de prisão expedido por Alexandre de Moraes; foi condenada a 10 anos pela invasão do CNJ.
- A Câmara votou pela manutenção do cargo (217 a favor, 170 contra, 10 abstenções); Moraes ordenou a perda do mandato e o STF confirmou.
- O suplente Adilson Barroso deve tomar posse; o presidente da Câmara, Hugo Motta, convocou-o para assumir o posto.
- A extradição é analisada na Itália, com audiência marcada para o dia 18; se extraditada, Zambelli cumprirá pena na Colmeia, penitenciária feminina do Distrito Federal.
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) comunicou neste domingo (14) à Câmara dos Deputados a renúncia ao mandato. Estava detida na Itália desde julho, após buscar asilo político e ter um mandado de prisão por ordem do ministro Alexandre de Moraes. Zambelli foi condenada a 10 anos pela invasão ao CNJ.
A Câmara votou pela manutenção do mandato, mas Moraes ordenou a perda. O plenário da Casa já havia rejeitado a medida na madrugada de quinta (11). Na sexta (12), o STF confirmou a decisão monocrática por unanimidade. A renúncia foi entregue à Secretaria-Geral da Mesa Diretora.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, convocou o suplente Adilson Barroso para tomar posse. Na Itália, Zambelli aguarda análise de extradição, com audiência marcada para o dia 18. Moraes informou que, em caso de extradiação, a parlamentar cumprirá pena na Colmeia.
Processo de extradição e posse
A Justiça italiana solicitou informações sobre o sistema prisional brasileiro antes de decidir. A defesa não foi incluída, mas há expectativa sobre o desfecho do pedido. O governo brasileiro já comunicou que a pena, em eventual extradição, seria cumprida na penitenciária correspondente.
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