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Hugo Motta suspende escolta de deputada do PSOL alvo de ameaças

Suspensão da escolta da deputada Talíria Petrone é vista como retaliação política; o risco à parlamentar persiste e pode haver nova autorização no futuro

1 de 2 A deputada federal e líder da federação PSOL-Rede na Câmara dos Deputados, Talíria Petrone (PSOL-RJ). — Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
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  • A escolta da deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ), líder na Câmara, foi suspensa em 11 de dezembro de 2025 por decisão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
  • A medida, tomada com base no Ato da Mesa nº 213/2025, ocorreu sem aviso prévio e enquanto ainda havia investigações sobre as ameaças.
  • Segundo a parlamentar, o governo citou supostos problemas de conduta pessoal, enquanto avaliação técnica indica continuidade do risco.
  • Talíria afirma que a suspensão é retaliação política e que precisou contratar escolta privada para retornar ao Rio de Janeiro e participar de atos públicos.
  • Há possibilidade de uma nova autorização de escolta no futuro, desde que sejam cumpridos os procedimentos e requisitos previstos.

A liderança do PSOL na Câmara, Talíria Petrone, teve a escolta da Polícia Legislativa Federal suspensa em 11 de dezembro de 2025. A decisão foi tomada pelo presidente da Casa, Hugo Motta, com base no Ato da Mesa nº 213/2025. Segundo a Câmara, a medida é temporária e depende de avaliação de risco. A suspensão ocorreu sem aviso prévio.

Petrone atua há cerca de sete anos e meio com proteção. A parlamentar passou anos sob ameaças de milícias, ataques raciais e misoginia, além de investigações em andamento na Polícia Federal e na Polícia Civil. Mesmo com o risco ainda registrado, a presidência afirmou que a proteção não se justifica mais nos termos utilizados anteriormente.

Após a suspensão, a deputada contratou escolta privada com recursos próprios para retornar ao Rio de Janeiro e participar de atos públicos. Ela aponta que a decisão desrespeita o risco existente e que houve comunicação indireta sobre o tema, sem detalhar de forma suficiente os motivos da retirada.

Medidas e critérios

O despacho explica que o Ato da Mesa prevê término da proteção caso os motivos tenham deixado de subsistir. A avaliação técnica, baseada em informações da Polícia Federal no Rio de Janeiro e do Ministério Público estadual, indicou a invisibilidade dos elementos que justificavam a proteção. Ainda assim, a possibilidade de uma nova autorização é mencionada caso sejam cumpridos os requisitos.

A parlamentar questiona a consistência da decisão frente ao histórico de ameaças, que inclui episódios de violência simbólica e ataques públicos. Ela afirma que a retirada ocorre após críticas a atos da presidência e após participação como líder de bancada em pautas contrárias às consideradas pelo governo.

Reações e próximos passos

Pelo menos até o momento, não houve resposta oficial da assessoria de Hugo Motta sobre os questionamentos levantados. A líder do PSOL na Câmara sinaliza que a medida reduz sua segurança, especialmente para ela e para seus filhos. A situação pode gerar novos desdobramentos institucionais e discussões sobre critérios de proteção de parlamentares.

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