- Jeannette Jara, líder da esquerda chilena desde 1997 e ministra do Trabalho de Gabriel Boric, venceu as primárias com 60% e disputará o segundo turno em 14 de dezembro contra José Antonio Kast.
- No primeiro turno, Jara obteve 26,8% dos votos, ficando atrás de Kast, que tem vantagem nas pesquisas para o desempate.
- Kast lidera as pesquisas; Jara tenta ampliar apoio de independentes e partidos da centro-esquerda.
- Como ministra, Jara conduziu iniciativas populares do governo Boric, incluindo aumento do salário mínimo, a lei das 40 horas e a reforma previdenciária.
- Ela mantém apoio de figuras da esquerda, como Michelle Bachelet e Carolina Tohá, e já sinalizou que pode renunciar ou suspender a adesão ao PC caso avance para La Moneda.
Jeannette Jara, líder da esquerda chilena e ministra do Trabalho desde 2022, disputará a presidência contra José Antonio Kast no segundo turno de 14 de dezembro. A candidata, filiada ao PC desde a juventude, venceu primárias com 60% e avançou ao desempate após a primeira volta.
No primeiro turno, Jara obteve 26,8% dos votos, frente a Kast, que lidera as pesquisas. O favoritismo de Kast é visto por aliados como vantagem para o segundo turno, enquanto Jara busca ampliar apoio de independentes e de partidos da centro-esquerda.
A trajetória de Jara inclui atuação como subsecretária de Previsão Social e, no governo Boric, assumiu como ministra do Trabalho. Durante o mandato, promoveu salário mínimo, jornada de 40 horas e reforma previdenciária, alinhadas a agendas sociais da esquerda.
Entre os desafios, a candidata enfrenta resistência interna no PC, que já sinalizou possíveis mudanças de posição caso chegue à presidência. Além disso, Jara busca ampliar coalização com democratas-cristãos e lideranças da centro-esquerda.
Na estratégia de campanha, Jara enfatiza direitos sociais, controle da migração irregular e segurança pública, prometendo aumento do salário mínimo e medidas para reduzir contas de energia. A meta é aproximar o eleitorado moderado ao seu projeto.
Panorama da disputa
Ontem, Jara reuniu apoiadores de diversas correntes da esquerda e recebeu apoio de figuras influentes da coalizão. As pesquisas indicam vantagem de Kast em desempate, aumentando a pressão sobre a campanha de Jara para conquistar votos centristas.
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