- O ministro Alexandre de Moraes anulou, na quinta-feira, 11, a manobra da Câmara que tentava salvar Carla Zambelli e determinou a convocação do suplente por unanimidade.
- Zambelli, condenada a dez anos de prisão em regime fechado na Itália, renunciou ao mandato na Câmara dos Deputados.
- Em carta aberta divulgada neste domingo, 14, a parlamentar diz que a renúncia foi resistência, não rendição, e que o mandato foi interrompido sem provas.
- Moraes confirmou a substituição por unanimidade; decisão foi mantida pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.
- Zambelli aguarda decisão da justiça italiana sobre extradição após ter fugido do Brasil.
Nesta carta aberta, deputada Carla Zambelli (PL-SP) justifica sua renúncia ao mandato na Câmara dos Deputados. Fala em resistência diante de uma decisão que interrompeu seu mandato, reconhecido por quase um milhão de votos recebidos. A defesa aponta que não houve provas para cassação.
Zambelli está presa na Itália, onde cumpre pena de 10 anos em regime fechado por tentativa de invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça. A parlamentar foi condenada e aguarda decisão sobre extradição pela justiça italiana. O caso motivou controvérsia sobre o destino de seu cargo.
Na quinta-feira, 11, o ministro Alexandre de Moraes anulou uma manobra da Câmara para salvar a deputada e determinou a convocação do suplente. A decisão foi confirmada por unanimidade pela Primeira Turma do STF, fechando a substituição no cargos.
A carta sustenta que a renúncia não é rendição, mas um marco de resistência. Zambelli afirma que o mandato é legitimado pelo voto, porém interrompido sem provas para cassação. Ela ressalta a necessidade de respeito às instituições e ao devido processo.
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