- José Antonio Kast, 59 anos, busca pela terceira vez chegar à Presidência do Chile, sendo irmão de Miguel Kast e ligado à União Demócrata Independente (UDI).
- Apareceu pela primeira vez na franja do plebiscito de 1988, representando alunos da Universidad Católica; afirmou acreditar que a obra do regime militar beneficiava a sua geração.
- Militou na UDI por cerca de vinte anos, foi edil e deputado, saiu em 2016 e, em 2017 e 2021, lançou-se como independente e fundador do Partido Republicano, defendendo redução do Estado e fechamento de fronteiras com a Bolívia.
- Nos últimos anos organizou a “nueva derecha”, participou de conferências da ultradireita global como CPAC e Vox, reuniu-se com líderes internacionais (Giorgia Meloni, Javier Milei, Viktor Orbán) e adotou discurso de governo de emergência com foco em segurança e controle migratório.
- Em 2021 disputou contra Gabriel Boric; mantém postura conservadora em direitos civis, porém evita detalhar amplamente suas posições, buscando apoio de setores liberais da direita para sua terceira candidatura.
José Antonio Kast, figura da direita chilena, intensificou sua estratégia para a terceira candidatura presidencial, afastando-se de ataques diretos aos direitos civis. O movimento atual gira em torno de um “governo de emergência” com foco em segurança, crescimento e controle migratório.
A trajetória de Kast começou em 1988, quando apareceu na TV durante a campanha do plebiscito sobre Pinochet. É irmão de Miguel Kast, ex-ministro, e teve forte vínculo com a UDI, sob orientação de Jaime Guzmán. Militou por 20 anos no partido.
Kast renunciou à UDI em 2016 e lançou o Partido Republicano em 2017, buscando uma linha ultraconservadora. Em 2021 concorreu pela sigla, obtendo 27,8% no primeiro turno e sendo derrotado por Boric no segundo turno.
Evolução política
Nos anos recentes, passou a liderar a chamada nova direita, adotando uma agenda centrada em segurança e gestão da migração. Em 2024-2025 participou de cumes da ultradireita global, como CPAC e Vox, e manteve contatos com líderes europeus.
Aproximou-se de figuras internacionais, como Meloni, Milei e Orbán, e ajustou a estratégia de campanha para evitar detalhar amplamente posições sobre liberdades individuais. Segue com forte expectativa de apoio na atual eleição.
Estratégia de campanha
Kast é pai de nove filhos, casado com Pía Adriasola, e segue vinculado ao movimento Schoenstatt. Propõe medidas para um governo de emergência, sem abrir amplamente o debate sobre direitos civis, preservando convicção sobre valores tradicionais.
O republicano afirma que não alterou seus princípios, mantendo postura contrária a casamento igualitário, aborto em certos casos e políticas de identidade de gênero. A campanha prioriza segurança, economia e controle migratório.
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