- Hugo Motta reestabeleceu provisoriamente a escolta da deputada Talíria Petrone e pediu nova avaliação do tema, com possibilidade de reconsideração.
- A suspensão anterior foi anunciada em 8 de dezembro, segundo despacho da Presidência da Câmara, com base em parecer do Departamento de Polícia Legislativa Federal.
- A decisão se apoiou em informações da Polícia Civil do Rio de Janeiro, do Ministério Público estadual e da Polícia Federal, que indicaram não haver mais ameaças recorrentes contra a parlamentar.
- Talíria afirma que não houve comunicação oficial sobre o fim das ameaças e classifica a medida como retaliação, chegando a contratar escolta privada para retornar ao Rio.
- O despacho determina a suspensão do serviço a partir de 11 de dezembro de 2025, mantendo aberta a possibilidade de nova autorização mediante cumprimento dos requisitos previstos.
A liderança da Câmara dos Deputados suspendeu, no começo deste mês, a escolta da deputada Talíria Petrone, do PSOL, após parecer técnico da Polícia Legislativa. A decisão ocorreu em meio a críticas da parlamentar a pautas defendidas pelo presidente da Casa e a embates no plenário.
Mais tarde, o presidente da Câmara, Hugo Motta, reestabeleceu provisoriamente a proteção e abriu a reavaliação do tema. A decisão levou em conta um pedido de reconsideração apresentado pela deputada, com expectativa de nova autorização caso sejam cumpridos os requisitos legais. A suspensão permanece em aberto desde 11 de dezembro de 2025, até a conclusão do processo.
Contexto do desligamento
Segundo o despacho assinado por Motta, a suspensão foi fundamentada no Ato da Mesa nº 213/2025, que previa prazo para a escolta até 10 de dezembro de 2025. A Presidência afirmou que a Polícia Federal no Rio de Janeiro e o Ministério Público estadual indicaram a insubsistência dos motivos que justificaram a proteção.
O que motivou a retirada
Petrone contesta a comunicação, afirmando que não houve aviso formal nem elementos que indiquem fim das ameaças. Ela vinha enfrentando críticas ao seu posicionamento político, incluindo atuação como líder de bancada contra o PL da Dosimetria e apoio a medidas defendidas por setores contrários ao governo.
Esclarecimentos sobre o contexto de ameaças
A parlamentar relata histórico de ameaças desde 2020, com ataques virtuais e ações contra sua integridade física. Ela também questiona por que outras autoridades continuam com escolta em situações semelhantes, citando casos de outros parlamentares.
Situação atual e próximos passos
O despacho estabelece que a decisão não é definitiva e prevê possibilidade de uma nova autorização de escolta, desde que sejam cumpridos os procedimentos previstos. Enquanto isso, Petrone afirma ter adotado medidas próprias de proteção para retornar ao Rio de Janeiro e participar de atos públicos.
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