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Polícia espionou grupo criado para expor irregularidades na Met, diz inquérito

Relatórios de vigilância revelam infiltração de oficiais da polícia na Hackney Community Defence Association (HCDA), com dados pessoais de Graham Smith, entre 1988 e 1998

The Metropolitan police has conceded that it was wrong for senior officers to have directed undercover officers to spy on the HCDA. Photograph: Andy Rain/EPA
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  • O inquérito público sobre agentes infiltrados ouviu que policiais secretos monitoraram a Hackney Community Defence Association (HCDA) por cerca de uma década, entre 1988 e 1998, em Hackney, leste de Londres.
  • A HCDA ajudou vítimas de violência policial a processar o Metropolitan Police e revelou indícios de corrupção policial, incluindo casos ligados a Stoke Newington.
  • Os relatos de vigilância continham dados pessoais de Graham Smith, fundador da HCDA, como casamento e o câncer terminal do pai dele.
  • O oficial Mark Jenner começou uma implantação de cinco anos em Hackney em 1995; documentos internos indicavam que a HCDA seria usada para engrandecer a reputação de um anarchista infiltrado.
  • O Met reconheceu que foi errado que oficiais seniores dirigissem a espionagem na HCDA; Smith afirmou que muitos relatórios eram imprecisos e que parte das informações não foi divulgada.

Para a comissão de investigação sobre policiais infiltrados, novas informações indicam que relatórios de vigilância continham dados pessoais de Graham Smith, fundador da Hackney Community Defence Association (HCDA). A operação envolveu infiltração planejada de oficiais da Met entre 1988 e 1998, com foco em um grupo que ajudava vítimas de abusos e expunha corrupção policial.

Relatos apresentados mostram que a HCDA, com atuação em Hackney, leste de Londres, monitorava a conduta da polícia para responsabilizá-la por abusos e facilitar ações judiciais contra a Met. A vigilância integrou 44 relatórios que cobriram atividades do grupo entre 1988 e 1998.

Na safra de informações, o estudo aponta que oficiais de espionagem coletaram dados pessoais de Smith, incluindo detalhes familiares. O material também descreve uma infiltração de longa duração, com militares como Mark Jenner atuando a partir de 1995 em Hackney. A meta era criar uma imagem de associação anarquista para justificar a atuação.

Detalhes da vigilância

Segundo o depoimento, Jenner repassou informações pessoais de Smith aos seus superiores para atualizar um arquivo secreto mantido pela divisão de polícia especial. A HCDA foi identificada como alvo de monitoramento por supostos dirigentes de operações, ainda que a organização tivesse função de controle cívico e de denúncia de abusos.

Trevor Morris, outro agente infiltrado, foi deslocado para Hackney em 1991, permanecendo por quatro anos. Os documentos de estratégia descreviam a HCDA como grupo envolvido em questões de atividade anti-polícia, ainda que o objetivo fosse avaliar o potencial de novas denúncias no futuro.

A Met reconheceu que foi incorreto que oficiais seniores orientassem a espionagem sobre a HCDA. Em nota, a força admitiu que grupos de fiscalização de conduta policial atuavam para responsabilizar decisões internas, sem mencionar objetivo político explícito. Smith afirmou que muitos relatos eram imprecisos e que a HCDA não possuía equipamentos de escuta.

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