- O Senado rejeitou propostas de combate aos custos de saúde apresentadas por democratas e republicanos, incluindo a renovação dos créditos tributários da ACA.
- O senador Bill Cassidy destacou que existe um acordo a ser feito e pediu cooperação bipartidária, mantendo otimismo sobre um entendimento entre os partidos.
- O plano de Cassidy, junto com o senador Mike Crapo, prevê pagamentos de 1.000 dólares em contas de gastos com saúde para quem está em planos bronze ou catastróficos, com 500 dólares adicionais para pessoas entre 50 e 64 anos e limites de uso para aborto ou cuidados de afirmação de gênero.
- Os democratas defendem a renovação de créditos tributários ampliados por três anos; Cassidy disse que é preciso abordar os dedutíveis altos para chegar a um compromisso viável.
- Cassidy afirmou estar aberto a uma extensão temporária dos créditos de prêmio para quem tem prêmios mais altos, destacando que cerca de 22 milhões de pessoas poderiam perder o auxílio se os créditos expirarem ao fim do mês.
O Senado dos EUA rejeitou nesta semana propostas para reduzir os custos de saúde apresentadas por democratas e republicanos, destacando a impasse sobre a renovação dos créditos tributários do ACA que ajudam milhões a comprar seguro. A decisão ocorreu durante sessões no Congresso, com o tema central sendo a assistência médica e os incentivos fiscais.
As propostas previam diferentes mecanismos de apoio aos segurados, sem consenso entre as bancadas. Democratas defendiam a renovação dos créditos por mais três anos, enquanto republicanos apresentavam planos alternativos com pagamento direto a pacientes e regras para limitar gastos.
Casa SiA: propostas de Cassidy e Crapo
O senador Bill Cassidy, médico republicano pelo Louisiana e presidente da comissão de saúde do Senado, apresentou uma linha de ação que não recebeu apoio democrata. O plano prevê pagamentos de 1000 dólares por pessoa em planos de bronze ou contra-catástrofe, com 500 dólares adicionais para pessoas entre 50 e 64 anos e limites para uso dos recursos.
Segundo o texto, os recursos não poderiam ser usados para aborto ou para assistência de afirmação de gênero. Cassidy destacou a necessidade de reduzir os dedutíveis altos e, ao mesmo tempo, manter um teto para o gasto dos beneficiários.
Esforço bipartidário e otimismo
Cassidy afirmou que pode haver um acordo, pedindo cooperação entre democratas e republicanos. Ele sugeriu uma extensão temporária dos créditos tributários e ajustes para reduzir dedutíveis altos, visando um compromisso que agrade a ambos os lados.
O senador ressaltou que está aberto a uma extensão breve dos créditos de imposto sobre prémios para beneficiários com prêmios elevados, desde que haja avanço em relação aos dedutíveis de até 6000 dólares. A linguagem do plano buscava também atender às preocupações com prêmios mais altos.
Desdobramentos no Senado
Apesar do otimismo de Cassidy, o Senado sinalizou resistência de democratas, que defendem prorrogação prolongada dos créditos. Estima-se que cerca de 22 milhões de pessoas poderiam perder a assistência quando os créditos caducarem, no fim do mês.
Cassidy reforçou a possibilidade de concluir o acordo, afirmando que é viável conciliar as questões de custos com a proteção ao consumidor. A expectativa é de que novas negociações ocorram para encontrar um caminho aceitável a ambos os lados.
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