- A Polícia do Paraguai divulgou o passaporte e o documento de identidade usados, em nome de Julio Eduardo, para Silvinei Vasques tentar entrar no país e embarcar para El Salvador.
- Os documentos estão em nome de Julio Eduardo, paraguaio; o passaporte apresenta emissão em 6 de novembro de 2025, dez dias antes do julgamento que o condenou.
- Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, já foi condenado a 24 anos e seis meses e teve a prisão preventiva decretada após o caso do núcleo 2.
- A conversão das medidas cautelares em prisão preventiva foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, após a falha na tornozeleira e indícios de fuga.
- Silvinei será encaminhado a Brasília, onde aguardará decisão sobre o local de cumprimento da prisão preventiva.
A Polícia do Paraguai divulgou nesta sexta-feira (26) o passaporte e o documento de identidade usados supostamente pelo ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para tentar entrar no Paraguai e seguir para El Salvador. Os documentos estão em nome de Julio Eduardo, de nacionalidade paraguaia.
Os verificados pelo sistema apontaram confirmação das numerações e das impressões digitais. Diante disso, Silvinei Vasques confessou que os documentos não eram seus, segundo a polícia paraguaia.
Silvinei já cumpre pena de 24 anos e seis meses por condenação anterior. As medidas cautelares foram convertidas em prisão preventiva pelo STF, após a prisão no Paraguai ter sido comunicada.
Operação, busca e localização
A decisão de Moraes detalha que, após a falha da tornozeleira, a PF e a Polícia Penal de Santa Catarina realizaram diligências no apartamento do réu no Natal, sem localizá-lo.
Foi informado que Silvinei, embora tivesse endereço, não estava no imóvel e deixou o local com veículo alugado, levando o animal de estimação e itens para transporte de cães.
O ministro determinou encaminhamento do réu a Brasília para aguardar decisão sobre o local de cumprimento da prisão preventiva, que passa a vigorar a partir de então.
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