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Bolsonaro fará nova cirurgia na segunda para conter crise de soluços

Cirurgia de bloqueio do nervo frênico esquerdo ocorre na segunda, após sucesso do direito, em meio a crises intensas de soluços e vigilância médica

O ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto: Lula Marques/ Agência Brasil)
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  • Bolsonaro está internado desde 24 de dezembro em um hospital privado do Distrito Federal e passou por cirurgia de hérnia inguinal em 25 de dezembro.
  • Neste sábado, foi realizado o bloqueio do nervo frênico do lado direito para tratar as crises de soluço; novo bloqueio, no lado esquerdo, está previsto para segunda-feira (29).
  • As crises de soluço foram descritas como muito fortes e prejudicaram o sono, levando a uma nova intervenção após tentativa inicial de medicamento não ser suficiente.
  • A decisão de realizar os dois bloqueios em etapas foi adotada por risco de desaturação se feitos simultaneamente, conforme a equipe médica.
  • Bolsonaro permanece sob observação após o procedimento feito neste sábado; ele está preso na Superintendência da Polícia Federal desde 22 de novembro, conforme decisão autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Bolsonaro está internado em um hospital particular do Distrito Federal desde 24 de dezembro. No dia 25, foi submetido a cirurgia para hérnia inguinal. Após a intervenção, o quadro de soluços persistiu de forma intensa, prejudicando o sono.

A equipe médica informou que, nesta sexta, houve piora do quadro e a decisão foi realizar o bloqueio do nervo frênico do lado direito. O procedimento ocorreu no sábado e o ex-presidente já retornou ao quarto no hospital. Michelle Bolsonaro confirmou a conclusão do bloco e informou que ele permanece em observação.

Nova cirurgia está prevista para segunda-feira (29) para o lado esquerdo, após o direito já ter sido feito. A equipe ressalta que as duas interrupções do diafragma são separadas por razões de segurança respiratória. Crises de soluços têm sido descritas como prolongadas e intensas.

Quem acompanha o caso afirma que a medida visa reduzir as convulsões involuntárias do diafragma, consideradas responsáveis pela interrupção do sono e do estado geral. O procedimento já utilizado envolve o bloqueio do nervo frênico em cada lado, por etapas, para evitar complicações respiratórias.

O ex-presidente está preso desde 22 de novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, após condenação de 27 anos e três meses por suposta liderança de uma tentativa de golpe. A autorização para os procedimentos médicos veio do STF, por meio do ministro Alexandre de Moraes, a pedido da defesa.

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