- A Polícia Federal transferiu o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, para a sede em Brasília, na manhã de sábado, após prisão no Paraguai.
- Vasques foi preso no Aeroporto Silvio Pettirossi, próximo a Assunção, ao tentar entrar no Paraguai com documentos falsos e foi entregue à PF na aduana de Cidade do Leste.
- Ele tinha sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal a vinte e quatro anos e seis meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe e cumpria prisão domiciliar, mas rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu na madrugada de Natal.
- O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva do ex-chefe da PRF, citando jurisprudência do STF sobre fuga do distrito da culpa para evitar a aplicação da lei penal.
- A Polícia Federal informou que a tornozeleira deixou de emitir sinal de GPS por volta das três horas de quinta-feira, e que Vasques foi visto levando bolsas, um Pitbull, ração e tapetes ao porta-malas de um carro; o Ministério Público do Paraguai investigará a origem dos documentos usados.
O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, foi transferido para a sede da Polícia Federal em Brasília na manhã deste sábado, 27. A operação ocorreu após ele ter passado a noite na PF de Foz do Iguaçu (PR). Vasques havia sido preso no Paraguai enquanto tentava deixar o país com documentos falsos.
Segundo a PF, a detenção ocorreu no Aeroporto Silvio Pettirossi, próximo a Assunção, e ele foi levado à fronteira com a Cidade do Leste, onde foi entregue às autoridades brasileiras. Vasques estava sob medida cautelar de prisão domiciliar quando rompeu a tornozeleira.
Condenado pelo STF a 24 anos e meio de prisão por envolvimento na tentativa de golpe, ele já cumpria prisão domiciliar. A partir do descumprimento, o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva do ex-chefe da PRF.
A lama de segurança apontou que a tornozeleira deixou de emitir sinal de GPS por volta das 3h de 25 de dezembro. Agentes foram ao apartamento dele em São José, Santa Catarina, e constataram ausência, mantendo o imóvel vago até as 19h22 do dia 24.
Imagens do sistema interno do prédio registraram Vasques carregando bolsas para o porta-malas de um carro, além de um cachorro da raça Pitbull, ração e tapetes higiênicos. A PF informou que ele permaneceu no local até a madrugada do dia 24.
Jorge Kronawetter, diretor de Migrações do Paraguai, afirmou que Vasques foi preso por entrada irregular no país e uso de identidade falsa. Segundo ele, são duas hipóteses na lei migratória para expulsão do estrangeiro.
O Ministério Público do Paraguai abrirá investigação para apurar se os documentos usados foram extraviados ou roubados. A PF não informou novas datas para a conclusão do caso ou para eventuais etapas processuais no Brasil.
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