- O deputado Thomas Massie, de Kentucky, coautor da Epstein Files Transparency Act, disse que Donald Trump o atacou por cumprir o acordo de ajudar vítimas e usou o episódio para levantar fundos para 2026.
- Massie divulgou pedido de doações nas redes; nas primeiras horas, mais de 40 pessoas contribuíram quase $3,000.
- Trump apoia Ed Gallrein para enfrentá-lo na primary republicana, e Massie tem sido alvo de críticas do ex-presidente.
- O cenário para as eleições de 2026 parece desfavorável aos Republicanos, com democratas ganhando impulso e alguns senadores republicanos abrindo mão de concorrer.
- O Kennedy Center pediu $1 milhão em danos por cancelamento de show de músico após a renomeação do local para homenagear Trump.
Thomas Massie, republicano do Kentucky, cruzou com Donald Trump após coautorizar a lei que exige que o governo federal divulgue todos os arquivos de Jeffrey Epstein. O episódio ocorreu no dia de Natal, quando Trump chamou Massie de “lowlife” em publicação na Truth Social. Massie afirmou ter sido atacado pelo presidente por manter o compromisso de ajudar vítimas.
Em resposta, Massie usou as redes para pedir doações para a campanha de reeleição em 2026 contra um oponente apoiado por Trump. O congressista, que atua na Câmara desde 2012, participou da Epstein Files Transparency Act, aprovada pelo Congresso em novembro. Trump endossou Ed Gallrein, veterano da Marinha dos EUA, para enfrentá-lo na primary republicana.
Epsten files e arrecadação
A reação de Massie levou a uma mobilização de apoiadores, com mais de 40 doações somando quase 3 mil dólares nas primeiras duas horas, segundo o próprio Massie. A defesa do impulso pela transparência dos arquivos de Epstein reforça a dissidência entre Massie e a liderança presidencial dentro do Partido Republicano.
Analistas apontam que o panorama para as eleições de meio de mandato em 2026 é desfavorável para o clã Trump. Pesquisas indicam queda de apoio entre jovens e eleitores latinos, além de alguns senadores republicanos já deixando o pleito seguinte. O Partido Democrata busca ampliar o freio ao poder do ex-presidente.
Cenário para as eleições de 2026
Estados Unidos vivem incertezas sobre o controle do Congresso diante de disputas internas no Partido Republicano. A avaliação de especialistas sugere desgaste entre eleitores, que citam inflação, empregos e saúde como temas centrais. Em pesquisa recente, a aprovação de Trump ficou abaixo de 40%.
Cientistas políticos destacam que o caso Epstein perdura como tema de controvérsia, ampliando dúvidas sobre a adequação de Trump ao cargo. Embora haja apoio, há relatos de que parte do eleitorado está insatisfeito com o rumo do partido.
Outras notícias em foco
No Kennedy Center, o presidente da instituição pediu 1 milhão de dólares em danos a um músico que cancelou um show de véspera de Natal, dias após a decisão de renomear o local em homenagem a Trump. O pontapé causou repercussão sobre financiamento e governança de instituições artísticas.
Trump também sugeriu aos senadores republicanos que acabem com o filibuster, facilitando a aprovação de agenda em 2026. Em conversa com a imprensa, o ex-presidente disse que a eliminação da regra pode viabilizar reformas de saúde e outras prioridades, sem o peso de obstrução.
Perspectivas
As leituras atuais indicam que a margem de manobra de Trump pode encolher caso a base permaneça dividida entre fidelidade ao líder e ceticismo sobre a condução política atual. O debate sobre transparência de arquivos e reformas institucionais permanece como elemento central do cenário político.
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