- Silvinei Vasques foi transferido para a sede da Polícia Federal em Brasília por volta das 9h20 deste sábado, em uma aeronave da corporação.
- Ele passou a noite na sede da PF em Foz do Iguaçu, após ser preso no Paraguai ao tentar embarcar para El Salvador com documentos falsos.
- Vasques foi entregue às autoridades brasileiras na aduana, após ter sido detido no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, e levado de carro até Cidade do Leste, algemado e com capuz.
- O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 24 anos e 6 meses de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
- A decisão também observa que ele integrou o “núcleo 2” da organização criminosa, direcionando ações para monitorar autoridades e tentar impedir votos no Nordeste durante o segundo turno.
Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foi transferido neste sábado para a sede da Polícia Federal (PF) em Brasília. A operação ocorreu por volta das 9h20, em aeronave da PF, após ele ter sido preso no Paraguai e expulsos do país.
A detenção aconteceu no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, quando tentava embarcar para El Salvador com documentos paraguaios falsificados. Em seguida, foi levado sob escolta pela polícia paraguaia até Cidade do Leste e entregue à PF brasileira na aduana.
Silvinei já havia sido condenado pelo STF a 24 anos e 6 meses de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado, ocorrida após as eleições de 2022. A decisão reconheceu atuação para monitorar autoridades e impedir a votação de eleitores, especialmente no Nordeste, por meio de operações da PRF no segundo turno.
Contexto jurídico e históricos de condenação
Antes, Vasques havia sido condenado pela Justiça Federal do Rio de Janeiro por uso político da estrutura da PRF durante a campanha eleitoral de 2022, com multa superior a R$ 500 mil. A decisão também envolveu sanções cíveis. Ele já havia sido preso em 2023, mas foi solto posteriormente mediante medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
Detalhes da fuga e deslocamento
Segundo relato da PF, a fuga começou na véspera de Natal. Vasques deixou a residência em SC ainda na noite de 24/12, antes de a tornozeleira parar de funcionar. Imagens indicam saída do condomínio por volta das 19h22; ele carregou um veículo alugado com sacolas, rações, tapetes para animais e um cão da raça pitbull. Não foi mais visto desde então.
A PF informou que ainda não é possível precisar os motivos da violação da tornozeleira ou se o equipamento permaneceu no local. Policiais tentaram localizar o ex-diretor na residência, sem sucesso, antes da prisão no Paraguai. O ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva de Vasques, por indicar tentativa de fuga para driblar ordens judiciais.
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