- Em 2025, a Câmara registrou um recorde de censuras entre membros, com pelo menos dezessete tentativas de condenação.
- A série começou com Nancy Mace propondo censura contra Robert Garcia por comentários sobre Elon Musk.
- O momento mais mostrado foi a intervenção de Al Green durante um discurso de Donald Trump, que resultou na censura de Green e aprovação de uma resolução contra ele.
- Diversos casos envolveram acusações de racismo contra legisladores como Lauren Boebert e Andy Ogles, com várias proposições sem votação.
- No fim do ano, Stacey Plaskett ficou sob discriminação por mensagens com Jeffrey Epstein, mas a proposta de censura acabou derrotada.
Foi um ano de censuras no plenário da Câmara dos EUA, marcado por tentativas de censura a diversos deputados. Ao menos 17 ações foram apresentadas ao longo de 2025, buscando condenar colegas por condutas consideradas inadequadas. A grande maioria não avançou para votação.
Entre os casos, o primeiro registro envolvendo o tema ocorreu em fevereiro, quando a deputada republicana Nancy Mace encaminhou uma medida contra o democrata Robert Garcia. A propositura citou uma fala a Elon Musk e questionou o tom utilizado no debate, mas o texto não chegou a ser levado a voto.
Em março, durante um discurso conjunto de Donald Trump, o democrata Al Green interrompeu a fala com uma bengala. A cena levou à retirada dele da bancada pela oposição, e Dan Newhouse teve uma resolução de censura aprovada, com apoio de democratas e republicanos. A ação foi a única a vencer em 2025.
Pouco tempo depois, a bancada democrata apresentou novas propostas contra a republicana Lauren Boebert, por declarações consideradas racistas, embora o texto não tenha avançado no plenário. Em seguida, outro caso envolveu o governador texano Greg Abbott e a deputada Jasmine Crockett, após termos suas notas de crítica a Abbott.
Também houve ações que envolveram perguntas sobre segurança de fronteiras. A deputada LaMonica McIver, alvo de duas propostas, foi detida e accusada de crimes quando houve um incidente próximo a uma instalação do ICE. A iniciativa foi derrotada com apoio partidário misto.
Durante o verão, os ataques se intensificaram com críticas a figuras negras e a políticos de minorias. O republicano Andy Ogles ficou no centro de duas propostas relacionadas a declarações sobre a nova liderança da cidade de Nova York, Zohran Mamdani. Ambas as propostas não chegaram ao plenário.
Outro eixo de cobrança recaiu sobre Ilhan Omar, alvo de propostas de censura associadas a comentários sobre a morte de Charlie Kirk. As propostas foram derrotadas com a colaboração de membros de ambos os partidos.
Em novembro, o debate ganhou contorno sobre suposta interferência em eleições. Marie Gluesenkamp Perez relatou à Câmara uma acusação contra Chuy Garcia, que não se tratou de censura formal, mas provocou forte reação entre membros da oposição e da maior parte da base governista.
No campo de segurança pública, houve também controvérsia envolvendo mensagens sobre Jeffrey Epstein. Stacey Plaskett foi mencionada em reportagens sobre comunicações com Epstein, e uma proposta de censura contra a deputada falhou após resistência de democratas e votação de alguns republicanos.
Casos de censura com envolvimento de Cory Mills geraram atrito sobre a condução de investigações internas. Clarke, em setembro, apresentou uma medida contra Mills por supostos incivilidades, mas a proposta foi retirada após negociações com apoio de democratas para conter censuras a Omar.
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Principais desdobramentos e tensões
A onda de censuras chegou a um ponto em que um grupo bipartidário de parlamentares propôs alterar regras para tornar mais difícil aprovar censuras, na tentativa de conter a escalada de desentendimentos. O debate refletiu a polarização crescente entre as alas do plenário, com pouca convergência de propostas.
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