- Donald Trump sugeriu aos Republicanos do Senado que acatem o fim do filibuster, para avançar sua agenda em 2026 e evitar novo shutdown.
- O ex-presidente afirmou à Politico que o filibuster atrapalha o governo e que eliminá-lo impediria um novo fechamento do governo.
- Trump disse que, sem o filibuster, “podemos fazer tudo” e citou áreas como saúde como exemplos de prioridade.
- O Senado tem maioria atual de cinquenta e três assentos para os Republicanos contra quarenta e sete dos Democratas, dando pouca margem para perda de membros.
- Além do tema, Trump indicou que as eleições de meio de mandato devem girar em torno de “preços/preços justos” (pricing), segundo ele, como parte de uma narrativa sobre a economia.
Donald Trump defende o fim do filibuster no Senado dos EUA. Em entrevista ao Politico, o ex-presidente pediu aos republicanos que descarte a regra, para facilitar a pauta em 2026 e evitar novos paralisações do governo.
O filibuster permite que uma minoria impeça a aprovação de projetos. O recado vem em meio aos 53 senadores republicanos contra 47 democratas, deixando espaço mínimo para avanços com única maioria. A mudança dependeria de apoio de duas terças partes.
Historicamente, parlamentares costumam resistir à eliminação para não perder margem de manobra se o equilíbrio de poder mudar. Centristas de ambos os lados também costumam evitar o fim do mecanismo, para conter flancos partidários.
Trump sinalizou que, na visão dele, a eliminação do filibuster impediria novos desligamentos do governo e abriria caminho para mudanças em áreas como saúde. Ele afirmou que, sem o obstáculo, políticas poderiam avançar.
O tema aparece após relatos de melhora de indicadores econômicos: a inflação tem mostrado desaceleração e o PIB tem apresentado crescimento acima das expectativas. Ainda assim, pesquisas sugerem insegurança econômica entre os consumidores.
Entre as propostas associadas ao discurso, está a exigência de identificação de eleitores para ampliar a segurança eleitoral. O foco de 2026, segundo o ex-presidente, passa pela agenda econômica e pela composição do custo de vida.
As declarações destacam o debate interno dentro do Partido Republicano sobre o uso ou não do filibuster. A discussão continua a influenciar a estratégia para o próximo ciclo eleitoral e a relação com os democratas.
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