- O senador Bernie Sanders, nos Estados Unidos, afirmou que a inteligência artificial é “a tecnologia mais consequential” e que pode transformar o país e o mundo, ligando o tema à insegurança econômica dos trabalhadores.
- Ele pediu uma moratória em novos data centers de IA e defendeu estudo mais profundo sobre o impacto da tecnologia na sociedade e no mercado de trabalho.
- Sanders criticou os interesses financeiros das maiores fortunas do mundo por trás da IA, citando nomes como Elon Musk, Mark Zuckerberg, Jeff Bezos e Peter Thiel, sem defender posições pessoais.
- A senadora Katie Britt, do Partido Republicano, apresentou o Guard Act, que visa proteger menores de interações com IA, proibindo companheiros virtuais para menores e estabelecendo responsabilidade criminal para empresas que violarem regras.
- O projeto também exige que sistemas de IA informem claramente serem máquinas e não substitutos de profissionais de saúde, além de coibir conteúdos inadequados envolvendo menores.
Bernie Sanders criticou a inteligência artificial, dizendo que é a tecnologia com maior impacto na história. O senador afirmou que o eixo das ambições dos mais ricos pode ampliar a insegurança de milhões de americanos e pediu, inclusive, moratória para novos data centers de IA. A fala ocorreu durante o programa State of the Union, na CNN, nos EUA.
O congressista independente de Vermont, que atua com a ala democrata, classificou a IA como transformadora e disse que ainda não houve discussão séria no Congresso sobre como lidar com a possível redução de empregos e rendas. Ele pediu avaliação ampla dos efeitos da tecnologia.
Sanders citou que a IA pode alterar o mercado de trabalho e exigir novas formas de renda para famílias, saúde e moradia. Segundo ele, as discussões sobre esse tema não foram suficientes nas aspas do Legislativo.
O tema recebeu complemento com a senadora Katie Britt, do Alabama, republicana, que apresentou um projeto para proteger menores em relação a assistentes virtuais. O Guard Act propõe proibir companions de IA para menores e exigir que dispositivos informem que são máquinas.
O texto também prevê responsabilização criminal de empresas que permitam relações de IA com menores ou que incentivem conteúdos sexualmente explícitos ou autoagressão. Britt disse conhecer casos em que pais relataram impactos isolantes sobre filhos.
Analistas veem uma convergência incomum entre as alas esquerda e direita sobre governança de IA. Sanders pediu estudo rigoroso sobre impactos da IA na saúde mental e na vida de crianças, além de considerar frear a expansão de data centers.
Britt alertou que, se empresas de IA criam máquinas sofisticadas, devem estabelecer salvaguardas que impeçam uso infantil e deixem claro que a IA não é profissional de saúde. Ela reforçou a necessidade de responsabilização criminal.
As declarações enfatizam preocupações com uso de chatbots para apoio emocional. Sanders citou a possibilidade de dependência de máquinas em vez de interações humanas, destacando a importância de avaliação pública do tema.
Entre os apoios, há críticas à busca por lucros de grandes montadoras de tecnologia. O senador sugeriu que políticas públicas devem acompanhar a rápida evolução da IA para evitar impactos sociais graves.
Proposta de regulação e proteção
O Guard Act visa banir companheiros de IA para menores e exigir que esses sistemas informem estar operando como máquinas, sem credenciais profissionais. A ideia também estabelece responsabilização criminal para empresas.
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