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Ex-professor da Dulwich comenta acusações de racismo de Farage

Ex-professora de Dulwich acusa Farage de bullying e visões racistas; carta de 1981 contestou sua nomeação como prefect, acendendo debate sobre liderança

Chloe Deakin, then a young English teacher, takes part in a Dulwich college charity fundraising event, 1981.
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  • Em 1981, a professora Chloë Deakin escreveu uma carta ao mestre do Dulwich College questionando a inclusão de Nigel Farage na lista de praefectos, citando comportamentos racistas e fascistas.
  • A carta descreveu incidentes como Farage supostamente marchando em acampamentos de cadete com cantos nazistas e ataques a um aluno em sala de aula.
  • Deakin afirmou que Farage tinha visões extremistas e que a escola deveria impedir que ele fosse um modelo para os alunos.
  • A correspondência só veio à tona publicamente mais tarde, em parte por registros divulgados por Michael Crick e pela imprensa, reacendendo questionamentos sobre o passado dele.
  • Hoje, Farage nega abusos raciais diretos, enquanto sobreviventes do Holocausto e ex-alunos pressionam por reconhecimento e desculpas; debates sobre a relevância desses relatos continuam.

Foi em 1981, no Dulwich College, em sul‑este de Londres, que surgem relatos sobre Nigel Farage ainda jovem. Chloë Deakin, professora de inglês na época, ouviu de alunos de 11 e 12 anos que Farage era visto como alguém que intimidava colegas. Ela buscou confirmar com colegas no staff room.

Deakin analisou testemunhos sobre assédio a colegas e sobre uma suposta fascinação de Farage pelo extremismo de direita, incluindo alegações de atitudes radicais. Mesmo assim, Farage foi incluído, em lista provisória, como possível prefect. Um debate interno ocorreu, com a maioria entendendo-o como travesso, não racista.

Em 1981, a direção decidiu manter Farage na lista final de prefects. Deakin escreveu uma carta direta ao mestre David Emms para contestar a nomeação, motivada por relatos de comportamento agressivo, insultos racistas e participação em atividades do cadete. A carta defendia que líderes do futuro deveriam ser compassivos.

O conteúdo da carta e o que mudou desde então

A correspondência descreveu incidentes em que Farage teria se envolvido em atitudes discriminatórias e havia cantado em acampamentos do cadete, chegando a ofender um aluno de forma grave. A carta enfatizava que tais comportamentos não condiziam com o papel desejado de líder estudantil.

Segundo Deakin, a postura de Emms e de outros docentes na época foi de tolerância relativamente a comportamentos problemáticos. Ela relatou ter ficado chocada ao ver Farage no cargo, e saiu do colégio pouco depois para seguir carreira pública. A carta só veio a público anos depois, por ter sido entregue a um docente sênior na época.

Relatos recentes de ex-alunos apontam que Farage repetidamente visava indivíduos por serem judeus ou por sua cor de pele, prática descrita como bullying direcionado. Alguns destacam que tais ações teriam ocorrido antes e depois da nomeação como prefect. A comparação com eventos atuais de política de imigração é tema de debate entre comentaristas.

Reações e desdobramentos

Farage contesta as acusações, afirmando que as ocorrências foram interpretadas como brincadeiras. A resposta pública inclui afirmações de que há uma conspiração para prejudicar sua imagem política. Crick, em 2013, trouxe à tona a carta e o contexto, citando relatos de antigos colegas.

Deakin afirma que não pertence a nenhum partido político e que sua motivação era a preservação de padrões éticos no ambiente escolar. Ela descreve que, na visão de muitos, comportamentos extremos de Farage incompatibilizam qualquer ideia de liderança responsável.

A história mantém relevância para debates sobre responsabilidade de figuras públicas e padrões éticos. Observadores destacam a importância de reconhecer comportamentos passados que possam refletir atitudes presentes, sem retirar o foco de questões atuais.

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