- Câmara de Turilândia, no Maranhão, realizou sessão extraordinária para empossar interinamente o prefeito José Luís Araújo Diniz, conhecido como Pelego, após afastamento do chefe do Executivo e da vice, determinados pela Justiça.
- Pelego havia sido preso na terça-feira e obteve o direito à prisão domiciliar no dia seguinte, usando tornozeleira eletrônica e podendo participar das sessões da Câmara.
- O município de 31 mil habitantes fica a cerca de cento e cinquenta quilômetros de São Luís e ganhou destaque após a Operação Tântalo, que prendeu o prefeito, a primeira-dama, a vice-prefeita e outros cinco vereadores.
- Investigação do Gaeco do Ministério Público aponta desvio de cerca de R$ 56 milhões, com uso de empresas de fachada criadas pelo prefeito e aliados para desviar recursos das áreas de saúde e assistência social; houve apreensão de R$ 2 milhões em espécie em uma fase da operação.
- A defesa de José Luís Araújo Diniz foi procurada pela reportagem; o advogado estava em viagem e não respondeu até o momento.
Três dias após a prisão, o presidente da Câmara de Turilândia (MA), José Luis Araújo Diniz, conhecido como Pelego, assumiu interinamente a prefeitura no lugar do atual prefeito e da vice. A posse ocorreu após o afastamento dos gestores por ordem da Justiça.
A Câmara realizou uma sessão extraordinária na sexta-feira para conceder a posse ao prefeito interino. A ação acontece no contexto da Operação Tântalo, fase do Ministério Público do Maranhão que investiga um suposto esquema de desvio de recursos na gestão municipal. Também são investigados o presidente da Câmara e outros vereadores.
Pelego havia sido preso na terça-feira, 23, pela mesma operação e, na sequência, recebeu o direito de cumprir prisão domiciliar. Ele deve usar tornozeleira eletrônica e participa das sessões da Câmara conforme autorização judicial.
Turilândia, município com cerca de 31 mil habitantes, fica a aproximadamente 150 km de São Luís. A cidade ganhou relevância nacional após a deflagração da Operação Tântalo, que prendeu o prefeito, a primeira-dama, a vice-prefeita e mais cinco vereadores.
Segundo o Gaeco, o grupo utilizaria empresas de fachada criadas por autoridades locais para desviar recursos das áreas de saúde e assistência social. Em uma das fases, a polícia apreendeu 2 milhões de reais em espécie em endereço de um investigado.
A defesa de José Luís Araújo Diniz foi procurada pela reportagem, mas o advogado estava em viagem e não respondeu aos questionamentos. O espaço permanece aberto para esclarecimentos oficiais.
Entre na conversa da comunidade