- O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, afirmou estar aberto a ficar no poder por mais dez anos, em entrevista publicada pelo YouTuber TheGrefg.
- Bukele disse que, se dependesse dele, ficaria até 2039, embora tenha inicialmente combinado com a esposa deixar a política em 2029.
- A próxima eleição presidencial está prevista para 2027, definindo quem governará até 2033.
- Em julho, o Congresso, controlado pelo partido de Bukele, aprovou uma reforma constitucional que aboliu limites de mandato, antecipou a eleição e estendeu o mandato de cinco para seis anos, abrindo a possibilidade de um terceiro mandato.
- especialistas discutem a legalidade das tentativas de extensão do mandato, considerando que a Constituição veda a reeleição consecutiva em várias passagens.
El Salvador mira para 2033 com dúvida sobre a continuidade de Bukele no poder. O presidente Nayib Bukele, em exercício de seu segundo mandato, afirmou estar aberto a ficar por mais uma década, em entrevista publicada por TheGrefg.
A declaração ocorre em meio a controvérsias sobre a legalidade de eventual terceiro mandato. A Convenção constitucional ainda impede reeleição consecutiva da maioria dos artigos, mesmo após reforma aprovada em 2024.
Bukele foi eleito originalmente em 2019 e venceu o segundo mandato com ampla vantagem. A aprovação popular acompanha uma política de combate a crimes que acabou reduzindo índices de violência, segundo dados oficiais.
O Congresso, aliado de Bukele, aprovou em julho de 2024 uma reforma constitucional que aboliu limites, antecipou eleições e estendeu mandatos de cinco para seis anos, abrindo espaço para uma possível indicação presidencial consecutiva.
A próxima eleição presidencial está prevista para 2027, decidindo quem governará o país até 2033. Especialistas jurídicos têm contestações sobre a compatibilidade da medida com a Constituição nacional.
Contexto Legal e Eleições
Analistas apontam que a mudança permitiu discutir uma eventual candidatura de Bukele a um terceiro mandato, mesmo diante de restringir reeleições consecutivas em parte da norma constitucional.
Críticos dizem que a flexibilização fere princípios do ordenamento jurídico e pode abrir precedente para mudanças rápidas na legislação para manter o poder.
Defensores da reforma argumentam que as alterações atualizaram o calendário eleitoral e alinharam o mandato com as novas regras, sem violar compromissos com a comunidade internacional.
Reações e Desdobramentos
Especialistas internacionais acompanham o debate com cautela, destacando a importância de mecanismos de freio constitucional e respeito aos direitos civis.
Organizações da sociedade civil reiteram a necessidade de garantias democráticas, eleições justas e transparência nas decisões políticas que afetam a continuidade ou ruptura do governo.
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