- Moraes negou prisão domiciliar a Jair Bolsonaro; o ex-presidente já estava preso na Polícia Federal após passar por cirurgia.
- Bolsonaro recebeu alta hospitalar e retornou à cela na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena.
- Carlos Bolsonaro publicou uma carta defendendo o pai e criticando decisões do ministro do STF Alexandre de Moraes, afirmando que violam garantias constitucionais básicas e indicam abuso de poder.
- A carta sustenta que a manutenção do pai na PF o expõe a riscos reais e cita a morte de uma vítima fatal associada ao que classifica como arbitrariedade do sistema.
- O ministro Alexandre de Moraes afirmou que a defesa não apresentou elementos suficientes para alterar decisões anteriores e que não há requisitos legais para a prisão domiciliar.
O ministro Alexandre de Moraes negou pedido de prisão domiciliar para Jair Bolsonaro nesta quinta-feira. O ex-presidente já estava detido na Polícia Federal após cirurgia realizada recentemente. A decisão ocorreu em Brasília, após análise da defesa e de medidas cautelares.
Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, publicou uma carta criticando Moraes e defendendo o pai. O texto afirma que as decisões violam garantias constitucionais básicas e associam a prisão a riscos físicos e humanos para Bolsonaro.
A carta cita, sem detalhar provas, que houve abuso de poder e que o sistema indulgiu a arbitrariedade, levando a consequências graves para a integridade do ex-presidente. Carlos alega que há vítimas associadas a esse que chama de arbitrariedade.
Bolsonaro recebeu alta hospitalar na noite desta quinta e retornou à cela da PF em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe. O internamento ocorreu por cirurgia de hérnia inguinal bilateral realizada no dia 24 de dezembro.
A defesa do ex-presidente argumenta que a situação de saúde continua a justificar regime domiciliar humanitário, enquanto a acusação de Mouraes aponta descumprimento de medidas cautelares e risco de fuga, com uso de tornozeleira.
A decisão de Moraes levou o ex-presidente de volta à custódia na Superintendência da Polícia Federal, onde permanece sob vigília até novo despacho. Não há, até o momento, informações sobre novos encaminhamentos judiciais.
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