- Em seu discurso de Ano Novo, o presidente francês Emmanuel Macron pediu defesa da independência e das liberdades da Europa, destacando a necessidade de fortalecer a agenda de defesa comum.
- O chanceler alemão Friedrich Merz ressaltou que a guerra na Ucrânia não é um conflito distante e alertou para mudanças no cenário global, com risco de novas ameaças a Europa.
- Macron anunciou que a Europa da defesa deve acelerar a partir de 6 de janeiro, com compromissos concretos de aliados para proteger a Ucrânia e buscar uma paz duradoura.
- Merz destacou que a invasão russa afeta toda a Europa, citando ataques, sabotagens e ciberataques, e que os europeus precisam defender seus interesses com suas próprias forças.
- O discurso ocorreu em meio a perspectivas econômicas desafiadoras para a Alemanha, que enfrenta estagnação em 2025, e ao fato de Macron não poder concorrer à reeleição em 2027.
Emmanuel Macron, presidente da França, destacou em seu discurso de Ano Novo, divulgado em 31 de dezembro, a necessidade de a Europa defender sua independência e suas liberdades. O objetivo é reforçar a autonomia estratégica frente a desafios globais.
Friedrich Merz, chanceler da Alemanha, enfatizou que a guerra na Ucrânia não é um conflito distante e que o mundo vive um período de mudanças profundas. Ele apontou que a agressão russa é parte de um novo cenário geopolítico que afeta Europa e Alemanha.
Macron indicou a aceleração de uma “Europa de defesa” já em construção, com compromissos a partir de 6 de janeiro para proteger a Ucrânia e buscar paz duradoura. A meta envolve uma coalizão de aliados para garantias de segurança.
Contexto geopolítico e econômico
Merz alertou sobre a militarização de ameaças, mencionando ataques cibernéticos e sabotagens contra a Alemanha. Ele ressaltou que os Estados Unidos deixaram de ser o único garante de segurança, impondo aos europeus maior autonomia de defesa.
O chanceler também comentou o impacto da economia global, com retorno do protecionismo. Em especial, a dependência de matérias-primas pode influenciar políticas e relações comerciais na Europa, afetando o desempenho da economia alemã.
Dados oficiais indicam que a Alemanha viveu recesão em 2023 e 2024, com 2025 mantendo o crescimento próximo de zero até o terceiro trimestre. Merz sinalizou que 2026 pode ser um ano decisivo para o país e para a Europa.
Entre na conversa da comunidade