- Prisão preventiva de Filipe Martins foi efetivada pela Polícia Federal nesta sexta-feira em Ponta Grossa, no Paraná.
- A defesa afirma que não houve descumprimento das cautelares e que a prisão representa vingança do ministro Alexandre de Moraes.
- Contas digitais atribuídas a Martins estariam sob custódia técnica da equipe jurídica, para preservação de provas e organização da defesa.
- Deputados Marcel Van Hattem e Carlos Jordy repercutiram a prisão nas redes sociais, criticando a decisão.
- Glenn Greenwald disse que Moraes demonstra obsessão com Martins, destacando o caso.
A defesa de Filipe Martins informou que a prisão preventiva foi cumprida nesta sexta-feira, 2 de junho, em Ponta Grossa (PR), após cumprimento de mandado da Polícia Federal. O motivo alegado é a suposta violação de medidas cautelares, ainda que a defesa mantenha que não houve descumprimento.
Segundo os advogados, as contas digitais atribuídas a Martins estão sob custódia técnica da equipe jurídica. A defesa afirma que essa gestão é interna e não envolve comunicação pública, o que justificaria a ausência de uso ativo das redes durante o cumprimento das cautelares.
A Advocacia sustenta que não houve postagens, interações ou mensagens em plataformas digitais que configurem violação. Alega que o objetivo é preservar provas e organizar informações para a ampla defesa, sem interferir no direito de comunicação do ex-assessor.
Na prática, a defesa aponta que o acesso a informações digitais não equivale ao uso de redes sociais, destacando a diferença entre consulta técnica e comunicação pública. A ideia é evitar interpretações que limitariam a atuação processual.
Repercussões
Parlamentares reagiram nas redes, com críticas à decisão e à condução do STF. O deputado Marcel Van Hattem afirmou que houve instrução conflitante sobre quem acessou as redes de Martins.
O deputado Carlos Jordy também comentou, alegando que Martins foi preso por atividades que não participou, citando supostas inconsistências na narrativa da prisão.
Glenn Greenwald, jornalista, afirmou que Moraes demonstrou obsessão com Filipe Martins, apontando casos anteriores que, na visão dele, teriam sido usados para justificar medidas punitivas.
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