- Em 2025, o governo desembolsou R$ 31,5 bilhões em emendas parlamentares, totalizando R$ 127 bilhões efetivamente empenhados nos três primeiros anos do mandato.
- Dentre as emendas de 2025, 83,1% foram impositivas, com R$ 19,9 bilhões em emendas individuais, R$ 6,3 bilhões em bancadas estaduais e R$ 5,3 bilhões em emendas de comissão.
- O total autorizado para emendas no orçamento foi de R$ 48,5 bilhões; quase todo esse valor foi empenhado, restando R$ 15,5 bilhões pendentes no fim de 2025 (R$ 5,9 bilhões individuais, R$ 5,3 bilhões bancadas, R$ 4,3 bilhões comissão).
- O volume de emendas cresceu bastante nos últimos dez anos, com aumento significativo a partir de 2020, quando foram implementadas as chamadas “emendas do relator” (orçamento secreto), hoje extintas.
- Na semana do Natal de 2025, o governo chegou a pagar R$ 1,53 bilhão em emendas, distribuídos entre R$ 831 milhões para bancadas, R$ 416 milhões para comissões e R$ 270 milhões em emendas individuais.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou 2025 com o maior volume de pagamentos de emendas parlamentares já registrado no país. Ao longo do ano, houve desembolso de 31,5 bilhões para atender indicações de deputados e senadores, o que representa 67% do total de emendas empenhadas em 2025. No acumulado dos três primeiros anos, o montante chega a 127 bilhões.
Conforme dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), consolidados até 31 de dezembro de 2025, quase todo o orçamento destinado às emendas foi efetivamente empenhado: 47 bilhões estavam autorizados, com 47 bilhões empenhados. Em 2025, 83,1% dos pagamentos vieram de emendas impositivas.
Ainda em 2025, a maior parte dos recursos pagos foi destinada a emendas impositivas, com 19,9 bilhões em emendas individuais e 6,3 bilhões em emendas de bancada. Emendas de comissão totalizaram 5,3 bilhões, correspondendo a 47,4% de quitção em média.
Ao final de 2025, ficaram pendentes 15,5 bilhões em emendas, distribuídas entre 5,9 bilhões de individuais, 5,3 bilhões de bancada e 4,3 bilhões de comissão. O montante reflete o regime de empenho com pagamentos que podem ocorrer nos anos seguintes.
Contexto histórico e comparação entre governos
O volume de emendas no Brasil cresceu consideravelmente nos últimos dez anos. Em 2016, o Congresso dispunha de cerca de 9 bilhões; em 2025, a autorização chegou a 48,5 bilhões, mais de cinco vezes o valor de 2016.
A adoção das emendas do relator, conhecida como orçamento secreto, ocorreu a partir de 2020 e foi declarada inconstitucional pelo STF em 2022. Posteriormente, o Congresso tornou obrigatórias as emendas individuais e de bancada.
Entre os governos, os três primeiros anos de Jair Bolsonaro autorizaram 83,7 bilhões em emendas, com 98% empenhadas. Nos três primeiros anos de Lula, foram autorizados 132 bilhões, com 127 bilhões efetivamente empenhados.
Na reta final de 2025, o governo acelerou a liberação. Na semana do Natal, foram pagos 1,53 bilhão em emendas, divididos entre 831 milhões para bancadas, 416 milhões para comissão e 270 milhões para individuais.
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