- Mais de sessenta esportistas proeminentes pedem ao governo australiano a instauração de uma comissão real federal para antisemitismo, radicalização e o ataque de Bondi, que deixou quinze mortos.
- Entre os signatários estão Lleyton Hewitt, Jess Fox, Ian Thorpe e Michael Clarke, além de Dawn Fraser e outros ex-atletas olímpicos.
- A carta ocorre em meio a pressão contínua sobre o primeiro-ministro Anthony Albanese, que tem resistido a pedidos de uma comissão real federal.
- Os signatários dizem que o tema é “maior do que a política” e que a comissão é o caminho mais credível para entender o que deu errado e promover responsabilidade e harmonia social.
- Com os Jogos Olímpicos de Brisbane 2032 se aproximando, os signatários destacam que os olhos do mundo estarão sobre a Austrália e ressaltam a importância da segurança e dos valores do país.
Vários esportistas proeminentes assinaram uma carta aberta pedindo a criação de uma comissão real federal para investigar antissemita, radicalização e o ataque de Bondi, que deixou 15 mortos. A iniciativa surge em meio à pressão sobre o governo para agir diante da crise.
A carta reúne nomes como Lleyton Hewitt, Jessica Fox, Ian Thorpe e Michael Clarke. Também aparecem atletas olímpicos de destaque e ex-jogadores de diferentes modalidades, que sinalizam a necessidade de liderança nacional firme frente ao extremismo.
O pedido foi divulgado no fim de semana, em meio à atuação de líderes empresariais e figuras públicas que já cobravam apuração mais ampla. Os signatários defendem uma comitiva real como caminho para responsabilização, diálogo social e ações práticas.
Signatários e contexto político
Entre os signatários, constam Dawn Fraser, Nova Peris, John Alexander, Raelene Boyle, Isaac Heeney e John Eales. A carta ressalta que o momento é decisivo, com os olhos do mundo voltados para a Austrália devido aos Jogos Olímpicos de Brisbane 2032.
Segundo os atletas, o ataque em Bondi expõe falhas de segurança e de combate ao ódio. Eles afirmam que uma comissão real seria o meio mais confiável para entender o que ocorreu e para evitar incidentes futuros.
O governo, liderado pelo primeiro-ministro Anthony Albanese, tem resistido à criação da royal commission. Em declarações anteriores, o premiê destacou a revisão de segurança nacional proposta por Richardson como medida prioritária.
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