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Partido apoiado pelo exército em Mianmar lidera primeira fase das eleições

Resultados parciais indicam vantagem do Partido União de Solidariedade e Desenvolvimento (USDP), apoiado pelos militares, após a primeira fase das eleições, em meio a contestação e baixa participação

General elections in Myanmar
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  • A União de Solidariedade e Desenvolvimento (USDP), apoiada pelos militares, lidera após a primeira fase das eleições gerais na Myanmar, com 38 de 40 cadeiras na Câmara Baixa.
  • Resultados parciais divulgados pela Comissão Eleitoral Unida mostram o USDP vencendo em boa vantagem, enquanto o campo de concorrentes é reduzido.
  • Na região, o USDP também venceu 14 das 15 cadeiras estaduais ou regionais declaradas; o Akha National Development Party levou uma.
  • A participação na primeira fase foi de 52%, abaixo do comparescimento de cerca de 70% registrado em eleições anteriores, em 2020 e 2015.
  • As próximas votações estão marcadas para 11 de janeiro e 25 de janeiro, cobrindo 265 dos 330 distritos, com o resultado final ainda sem data.

O Partido Union Solidarity and Development (USDP), apoiado pela linha militar, lidera após a primeira fase das eleições gerais de Myanmar, divulgam dados parciais da comissão eleitoral, segundo a mídia estatal. Trata-se da primeira votação desde o golpe de 2021.

Resultados parciais, para 56 distritos, apontam vitória expressiva do USDP na Câmara Baixa (Pyithu Hluttaw), com 38 das 40 cadeiras computadas. Na Câmara Alta, apenas uma vaga foi declarada, e coube ao Wa National Party.

Entre os adversários, o Shan Nationalities Democratic Party, conhecido como White Tiger, e o Mon Unity Party obtiveram uma cadeira cada uma na Câmara Baixa, enquanto o Akha National Development Party ganhou uma.

A participação eleitoral foi estimada pela junta em 52% entre os eleitores habilitados na primeira fase, número abaixo dos cerca de 70% registrados em 2020 e 2015, segundo a International Foundation for Electoral Systems.

A primeira fase abrange 265 dos 330 municípios do país, com as próximas duas etapas marcadas para 11 e 25 de janeiro, cobrindo áreas em que o controle do regime é limitado. O escrutínio segue sob críticas internacionais.

A ex-líder de oposição Aung San Suu Kyi permanece detida, e o Partido da Liga Nacional pela Democracia foi dissolvido. Analistas ressaltam que o objetivo de estabilidade é arriscado em meio ao conflito armado que perdura.

As expectativas de reconhecimento internacional para qualquer governo sob controle militar, mesmo com aparência civil, permanecem baixas, segundo observadores e especialistas em Myanmar.

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