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Agências de inteligência dos EUA divergem de Trump sobre Chagos, diz Starmer

Agências de inteligência dos EUA divergem de Trump; acordo com Maurício é considerado feito e manterá Diego Garcia por noventa e nove anos

Image released by the US navy shows an aerial view of Diego Garcia.
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  • Agências de inteligência dos EUA discordam da oposição de Donald Trump ao acordo de Chagos; a posição dos EUA foi de apoio ao acordo, segundo Keir Starmer.
  • Fontes de Downing Street dizem que o acordo está “feito” e não será anulado pela mudança de posição de Trump.
  • O acordo foi formalmente aprovado por Starmer e o presidente mauriciano em maio passado; não houve indicação de mudança de opinião pelos EUA.
  • Trump divulgou mensagens nas redes sociais criticando a decisão britânica de ceder as Ilhas Chagos a Maurícia e citou a Groenlândia como prioridade estratégica.
  • A próxima fase do projeto no Parlamento britânico está atrasada, citando discussões com os EUA; o tratado prevê cessão de soberania a Maurícia, com aluguel inicial de Diego Garcia por 99 anos, custando cerca de £3,4 bilhões.

US intelligence agencies discordam da oposição de Donald Trump ao acordo sobre Chagos, diz Starmer. O premiê afirmou que a administração americana apoiou o acordo, alegando que ele fortalece defesas. A declaração foi feita durante viagem a Beijing.

Fontes de Downing Street classificaram o acordo como “feito” e afirmaram que a posição não será alterada pelo recuo do presidente. Segundo elas, não houve sinal de mudança por parte do Departamento de Estado ou de agências de inteligência americanas.

O acordo, aprovado formalmente por Starmer e o seu homólogo mauriciano em maio do ano passado, envolve a cessão da soberania de Chagos a Mauritius. O Reino Unido manterá um arrendamento inicial de Diego Garcia por 99 anos, com base militar conjunta com os EUA, a custo oficial de cerca de £3,4 bilhões.

Desenvolvimento recente e desdobramentos

O tema ganhou novo impulso após Trump sugerir, na última semana, que a decisão britânica contribuía para a queda de Greenland, conectando o assunto a interesses estratégicos no Ártico. Downing Street disse que o governo continua em diálogo com os EUA na tramitação do tratado.

Starmer reiterou que houve uma pausa de três meses para avaliação pela administração norte-americana, feita a nível de agências, antes de confirmar o apoio ao acordo. Segundo ele, as avaliações sinalizaram apoio claro aos termos do tratado.

A próxima etapa legislativa, relacionada à transferência de soberania, enfrenta atraso na Câmara dos Lordes, com a justificativa de discussões com os EUA. Um porta-voz de No 10 confirmou que a cooperação com Washington segue, inclusive no desenvolvimento do tratado.

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