Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Anvisa discute regras para produção de cannabis no Brasil

Anvisa discute regras para cannabis medicinal, alinhadas ao STJ, com produção restrita a pessoas jurídicas, inspeção sanitária e teor de THC até 0,3%

CRÉDITO: GUILLEM SARTORIO / AFP
0:00
Carregando...
0:00
  • Anvisa realiza reunião na quarta-feira, 28, às 9h30, em Brasília, para definir regras de produção de cannabis medicinal e revisar a Resolução 327/2019.
  • O objetivo é atender à decisão do Superior Tribunal de Justiça, de novembro de 2024, que determinou regulamentar o plantio da cannabis com fins medicinais e farmacológicos.
  • A agência apresentou três propostas de resolução sobre produção, pesquisas científicas e associações de pacientes, com regras que restringem a produção a pessoas jurídicas, inspeção sanitária prévia, monitoramento 24 horas, georreferenciamento e THC igual ou inferior a 0,3%.
  • Cinco estados já possuem leis que autorizam o cultivo para uso medicinal; há abertura para produção sem fins lucrativos por associações de pacientes, por meio de chamamento público.
  • A Anvisa estima que mais de 670 mil pessoas no Brasil utilizem produtos à base de cannabis; desde 2022, o Ministério da Saúde atendeu cerca de 820 decisões relacionadas a esse tratamento.

A diretoria colegiada da Anvisa se reúne nesta quarta-feira (28) às 9h30, em Brasília, para definir regras específicas sobre a produção de cannabis medicinal no Brasil. O objetivo é revisar a Resolução 327/2019, que regula o acesso a produtos à base de cannabis, em linha com decisão do STJ de novembro de 2024.

A sessão envolve diretores da agência que vão debater a regulamentação da produção para fins medicinais e farmacológicos. A pauta também analisa como incentivar pesquisas científicas com a planta e o trabalho de associações de pacientes, conforme as propostas apresentadas pela Anvisa.

Propostas

A Anvisa apresentou três caminhos normativos que tratam da produção, das pesquisas e da atuação de associações de pacientes. As medidas visam ampliar o controle sanitário e a inserção de produtores com supervisão técnica.

Thiago Campos, diretor da Anvisa, ressaltou o rigor técnico das resoluções e o alinhamento com o STJ e com diretrizes internacionais. Segundo ele, as propostas atendem aos padrões de controle e às exigências da Justiça.

Por que agora

O STJ, em novembro de 2024, autorizou o cultivo de cannabis com baixo THC para fins medicinais, determinando regulamentação da importação, cultivo, industrialização e venda de plantas com menos de 0,3% de THC. A medida visa garantir produção e acesso legais.

O prazo para definir as regras era de seis meses e venceu em setembro de 2025, com nova prorrogação solicitada pela AGU. A Anvisa informou já ter iniciado ações para cumprir a determinação, incluindo contribuições da sociedade civil.

Números e alcance

A estimativa da Anvisa é de que mais de 670 mil pessoas usem produtos à base de cannabis no país. O acesso, ainda segundo a agência, ocorre majoritariamente por decisão judicial. Desde 2022, o Ministério da Saúde atendeu cerca de 820 decisões para oferta desse tratamento.

A agência destacou ainda que, já sem regulamentação específica, várias associações conseguiram autorizações judiciais para produção de cannabis com fins medicinais, o que motivou a necessidade de regras oficiais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais