- O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou filiação ao PSD, fortalecendo movimento de candidatura à Presidência.
- O acordo envolve aliança com siglas pequenas e médias do centrão, como Podemos e Solidariedade.
- Caiado tentava deixar o União Brasil, mas Kassab convenceu a ampliar o movimento e trouxe o PSD para o jogo.
- Partidos do centrão sinalizam abstenção de apoiar Flávio Bolsonaro, para evitar rejeição no Nordeste, com a propaganda dividida entre legendas sem candidato.
- Caiado é o único pré-candidato do PSD com time de publicidade contratado; Ratinho Júnior e Eduardo Leite também figuram entre os nomes da sigla.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou ontem sua filiação ao PSD, liderado por Gilberto Kassab. O movimento integra uma estratégia para viabilizar sua candidatura à Presidência, já em debate há dias. A migração ocorreu dentro de um pacote de alianças que inclui partidos médios de centro e centro-direita.
Caiado vem mantendo conversas com dirigentes do Solidariedade e do Podemos. Inicialmente, o plano era deixar o União Brasil e seguir para uma dessas siglas, mas Kassab convenceu a ampliar o leque e trouxe o PSD para o tabuleiro. O acordo foi fechado na sexta-feira passada.
Para o governador, o essencial foi obter a garantia de uma legenda para disputar o Palácio do Planalto, condição atendida pelo PSD. Partidos mais expressivos do centrão vêm sinalizando a intenção de evitar apoio formal a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para não impactar a votação no Nordeste, onde o lulismo concentra força.
Alianças no centrão e impactos eleitorais
O movimento de Caiado pode repartilhar o tempo de propaganda eleitoral entre siglas que apresentarem candidatos, conforme a regra da disputa. Inicialmente, o PSD, o Podemos e o Solidariedade deverão compor a bancada de lançamento.
Caiado já aparece como único pré-candidato do PSD com time de publicidade contratado, conforme anúncio feito pelo grupo. Além dele, o partido também sinaliza nomes ligados aos governadores Ratinho Júnior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, para compor a eventual chapa no Planalto.
O gesto de Caiado é visto como um desafio às expectativas da família Bolsonaro, que pretendia atrair postulantes do campo direitista sem ampliar a fragmentação no primeiro turno. A atuação envolve avaliações sobre alianças regionais e potenciais impactos nas votações locais.
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