- Após a demissão da coordenadora de Contas Nacionais, Rebeca Palis, o ASSIBGE pediu diálogo, transição cuidadosa e criticou ações “predominantemente midiáticas”, especialmente por ocorrer perto da divulgação do PIB de 2025.
- Sindicatos entregaram um envelope com denúncias de precarização, assédio e enfraquecimento do IBGE a Rogério Correia (PT-MG), que se comprometeu levar o documento ao presidente Lula.
- A integração da Nuvem Soberana (Serviço de Processamento de Dados, Serpro) é motivo de preocupação, com receio de impactar a segurança dos dados; o IBGE já mantém um data center ativo há mais de vinte anos.
- O projeto da Nuvem Soberana é visto como risco de dependência de terceirizados e pode gerar gargalos orçamentários, enquanto o IBGE mantém produção e manutenção com equipe interna em grande parte.
- A crise envolve a gestão do Novo Ano Base do Sistema de Contas Nacionais, sob o guarda-chuva do Ministério do Planejamento, com supervisão do presidente Marcio Pochmann, cuja nomeação gerou resistência técnica no instituto.
O IBGE enfrenta uma crise interna envolvendo o remanejamento de cargos de confiança. Servidores indicam falta de diálogo, pedem transições adequadas e acusam ações de caráter midiático. O caso envolve a exoneração da coordenadora de Contas Nacionais, Rebeca Palis.
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Fundações Públicas Federais de Geografia e Estatística, ASSIBGE, questiona o procedimento adotado pela administração. A entidade ressalta a necessidade de diálogo institucional com a ex-coordenadora e de uma transição bem delineada.
A exoneração ocorreu perto da divulgação do PIB de 2025, prevista para março. A autarquia destacou que a coordenação participa da implementação do Novo Ano Base do Sistema de Contas Nacionais, com revisão metodológica e atualização de bases históricas.
Panorama institucional
Representantes sindicais também relatam tensões ligadas à integração da Nuvem Soberana, serviço de processamento de dados do Serpro, ao tratamento de dados estatísticos. Eles veem riscos à segurança e à integridade das informações públicas.
A discussão envolve a dependência de terceirização de tecnologia. O IBGE já opera um data center próprio há mais de 20 anos. A preocupação é de gargalos orçamentários caso haja cortes ou custos adicionais com o Serpro.
O Ministério do Planejamento e Orçamento, chefiado por Simone Tebet, supervisiona o IBGE. O presidente Marcio Pochmann, ligado a círculos petistas, enfrenta resistência interna entre técnicos do instituto.
A gestão é acusada de práticas antissindicais por parte de setores da administração, segundo a leitura de representantes sindicais. Eles apontam constrangimento à atuação sindical e à organização dos trabalhadores.
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