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Embaixador chinês alerta que retomar Porto de Darwin pode provocar Pequim

China avisa que a retirada da concessão de noventa e nove anos do Porto de Darwin pode provocar intervenção e afetar o comércio entre China e Austrália

China’s ambassador Xiao Qian speaks to the media at the Chinese embassy in Canberra.
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  • O embaixador chinês, Xiao Qian, afirmou que a venda forçada do Porto de Darwin pela governo de Anthony Albanese pode colocar em risco o crescimento do comércio e levar a uma intervenção de Pequim.
  • O governo australiano propôs forçar a Landbridge a vender a concessão de noventa e nove anos do porto, com base em questões de segurança nacional; ainda não há cronograma.
  • A Landbridge pagou 506 milhões de dólares pela concessão e registrou lucro de 9,6 milhões de dólares no último exercício, após prejuízo no ano anterior.
  • Xiao disse que a China defenderá os interesses de empresas chinesas no exterior e que, se o porto for retomado à força, poderá haver medidas de resposta; isso pode impactar investimentos e cooperação.
  • A China é o maior ou segundo maior parceiro comercial da Austrália, respondendo a tensões; Xiao ressaltou que questões de Taiwan não são negociáveis, mantendo posição firme sobre o assunto.

O governo australiano, liderado por Anthony Albanese, avalia a venda forçada do contrato de 99 anos do Port Darwin à empresa Landbridge, de capital chinês. A medida é contestada pela China, que avisa sobre risco para comércio e possível intervenção.

A Landbridge pagou 506 milhões de dólares pela concessão em 2015, que ampliou o papel do porto na região. No último exercício, a empresa registrou lucro de 9,6 milhões, após prejuízo anterior de 37 milhões.

O embaixador da China na Austrália, Xiao Qian, afirmou em Canberra que a decisão de retomada pode afetar investimentos, cooperação e comércio entre chineses e a Austrália, e que o governo chinês defenderá interesses de empresas chinesas no exterior.

Xiao destacou que a China e a Landbridge discutiram o porto desde as eleições de 2025 e minimizou a presença de navios chineses na região, alegando coincidência com atividades no Indo-Pacífico fora de áreas australianas.

Paralelamente, autoridades australianas conduziram duas revisões sobre a venda, ambas sem fundamentos de segurança nacional para rescindir o contrato, segundo os relatórios. Juridicamente, as autoridades também ampliaram poderes de avaliação de investimentos estrangeiros.

A China representa a segunda maior relação comercial da Austrália, respondendo por cerca de 24% do comércio total, valorando-se em aproximadamente 309 bilhões de dólares no último ano fiscal.

O debate ocorre num momento de tensões entre Canberra e Pequim sobre questões estratégicas, com a Austrália defendendo política de crescimento econômico sustentável e a China buscando proteger investimentos de empresas nacionais no exterior.

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