- Kim Keon Hee, ex-primeira-dama da Coreia do Sul, foi condenada a 20 meses de prisão por corrupção, por receber presentes de uma igreja em troca de favores políticos, incluindo uma necklace da Graff e uma bolsa Chanel.
- O tribunal informou que, por estar próxima ao presidente, a primeira-dama pode exercer influência, mas que a ré utilizou a posição para ganhos pessoais.
- A defesa afirmou que a sentença é relativamente alta e informou que poderá recorrer; Kim está presa desde agosto.
- O marido, o ex-presidente Yoon Suk Yeol, aguarda veredicto sobre a acusação de rebelião relacionada ao decreto de estado de emergência, com pena potencial de morte ou prisão perpena.
- Investigadores disseram que Kim não esteve envolvida na aplicação do decreto de lei marcial por parte de Yoon; o julgamento ocorreu cerca de três semanas antes do veredito sobre a rebelião.
Kim Keon Hee, esposa do ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol, recebeu uma pena de 20 meses de prisão por corrupção. A decisão ocorreu enquanto Yoon aguarda veredicto sobre uma acusação de rebelião, que pode implicar pena de morte ou prisão perpétua.
A corte informou que Kim recebeu presentes de luxo, como um colar de diamante Graff e uma bolsa Chanel, em troca de promessas de favores políticos, captando influência próxima ao cargo.
Segundo a decisão, a primeira-dama utilizou sua posição para obter ganhos pessoais. Kim revelou, por meio de seus advogados, que aceitará a visão do tribunal e pediu desculpas aos envolvidos.
Kim está presa desde agosto, após a autorização de uma ordem de prisão emitida pelo tribunal de Seul para evitar a possível destruição de provas. A defensoria afirma que a investigação teve motivações políticas.
Yoon Suk Yeol enfrentará, em breve, o veredicto sobre o caso de rebelião relacionado ao decreto de estado de emergência. Investigadores não consideram que Kim tenha participação no decreto.
Min Joong-ki, procurador independente, pediu uma pena de 15 anos para Kim, em três acusações: manipulação de preço de ações, violações de leis de financiamento político e recebimento de subornos. A corte absolveu Kim de duas outras acusações.
A defesa de Kim afirmou que a investigação teve motivação política e que a pena imposta é relativamente alta. O time jurídico pretende avaliar recursos a um tribunal superior.
O Partido Democrata, que liderou a destituição de Yoon, criticou o veredito por sinalizar tolerância a abusos de poder. A defesa argumenta que Kim não participou de ações ligadas ao decreto marcial.
Observadores apontam que o desfecho de Kim ocorre pouco antes da decisão sobre o caso de rebelião de Yoon, que envolve a imposição do estado de emergência durante o período de mandato. Cho Eun-suk liderou a investigação independente sobre o tema.
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