- Ex-primeira-dama Kim Keon Hee foi condenada a 20 meses de prisão por corrupção, por ter recebido bolsas Chanel e um pingente de diamantes da Igreja da Unificação em troca de favores políticos; foi absolvida de manipulação do preço das ações e de violação da lei de financiamento político.
- O marido, ex-presidente Yoon Suk Yeol, aguarda julgamento por tentativa de golpe de Estado; a pena pode chegar à morte ou prisão perpétua.
- Kim está presa desde agosto; promotores vão recorrer das outras duas absolvições; investigadores dizem que ela não participou da trama golpista de Yoon.
- A Igreja da Unificação negou o suborno; líder Han Hak-ja também enfrenta julgamento; a igreja afirma que as contribuições são voluntárias.
- Em três semanas, o tribunal de Seul deve decidir sobre a pena de morte de Yoon, ligado à tentativa de impor lei marcial em dezembro de 2024, que levou ao impeachment.
A Justiça da Coreia do Sul condenou a ex-primeira-dama Kim Keon Hee a 20 meses de prisão por corrupção. A pena foi decretada por ter aceitado bolsas da Chanel e um pingente de diamantes de membros da Igreja da Unificação, em troca de favores políticos. Ela já responde a outros casos.
Kim Keon Hee foi considerada culpada apenas por essas acusações. Foram rejeitadas outras duas acusações: manipulação do preço das ações e violação da lei de financiamento político. Os promotores anunciaram que vão recorrer da sentença.
O marido da condenada, o ex-presidente Yoon Suk Yeol, aguarda julgamento por tentativa de golpe de Estado. O veredicto pode resultar em pena de morte ou prisão perpétua, conforme o andamento do caso.
Kim está presa desde agosto, após autorização do tribunal de Seul para evitar destruição de provas. O ex-presidente também permanece detido, em local separado. Investigadores afirmam que Kim não participou da suposta trama golpista.
Sentença dividiu opiniões. O tribunal destacou que, apesar de a primeira-dama ser figura simbólica, ela usou a posição para ganhos pessoais. A defesa sustenta motivação política na investigação.
Igreja da Unificação nega suborno. A instituição afirmou não ter recebido retorno, e a líder Han Hak-ja, também investigada, negou envolvimento em práticas ilícitas. A religião é alvo de acusações de influência política.
Julgamento sobre a pena de Yoon Suk Yeol está marcado para ocorrer em três semanas. O Ministério Público pediu pena de morte por suposta insurgência ao tentar impor lei marcial, em dezembro de 2024.
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