- Nouri al-Maliki denunciou veementemente a “interferência blatante” dos Estados Unidos nas eleições do Iraque, após o presidente Donald Trump ameaçar retirar o apoio americano caso Maliki voltasse ao poder.
- Maliki, indicado pelo bloco Xiita dominante para concorrer ao premiê, afirmou que a intervenção viola a soberania iraquiana.
- Trump escreveu que, na época em que Maliki esteve no poder, o país caiu na pobreza e no caos, e que, se eleito, os EUA não ajudariam o Iraque.
- O ex-primeiro-ministro Mohammed Shia al-Sudani abriu mão da candidatura, abrindo espaço para Maliki, com o Coordination Framework (grupo de partidos Xiitas) apoiando-o.
- A sessão do parlamento para eleger o presidente, que, por sua vez, indicaria o premiê, foi cancelada por falta de quórum; militias próximas a Teerã têm mostrado apoio a Maliki.
Nouri al-Maliki, ex-primeiro ministro do Iraque, denunciou nesta semana a suposta interferência americana nas eleições do país. Ele reagiu às declarações de Donald Trump de retirar apoio dos EUA caso Maliki retorne ao poder.
A crítica direta ocorreu após Trump afirmar, em rede social, que o Iraque entraria em pobreza e caos sob a liderança de Maliki e que os EUA não ajudariam caso ele fosse eleito. A mensagem intensificou o debate sobre o papel dos EUA na região.
Contexto político
Maliki é indicado pelo principal bloco político xiita para retornar ao premiê. O ex-governante Mohammed Shia al-Sudani, também candidato, abriu mão da disputa recentemente para abrir espaço ao bloco Coordination Framework. O grupo continua como a maior força parlamentar.
O quadro eleitoral teve, ainda, o uso estratégico da rede de militias associadas ao Iraque, com parte dessas facções apoiando Maliki. O apoio dessas facções se mantém relevante para o desenrolar das negociações de governo.
Reações internacionais
O governo dos EUA tem pressionado o Iraque a minimizar laços com o Irã, buscando distanciar-se de Tehran. Washington também tem monitorado a evolução das candidaturas e as alianças dentro do parlamento iraquiano.
Medidas de segurança e de política externa acompanham o cenário, na medida em que o Iraque tenta consolidar um governo estável após as eleições de novembro. A sessão parlamentar para eleger o presidente foi cancelada por falta de quórum, sem nova data definida.
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