- França passou a apoiar a inclusão do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) na lista da UE de organizações terroristas.
- A decisão ocorre enquanto ministros de Relações Exteriores da União Europeia se reúnem em Bruxelas para aprovar novas sanções por repressão aos protestos no Irã.
- França havia sido cautelosa por temer romper laços diplomáticos com o Irã e atrapalhar negociações envolvendo cidadãos europeus presos no país, incluindo dois franceses na embaixada de Teerã.
- O IRGC tem forte influência na economia e nas forças armadas do Irã e está ligado a programas de mísseis balísticos e nucleares.
- Com apoio de França, Itália e Alemanha, a medida deve obter apoio político na reunião da gestão da UE na quinta-feira.
France vai apoiar a inclusão do Corpo da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) na lista europeia de organizações terroristas, informou a Presidência francesa. A decisão contraria a posição anterior de Paris, que teme rompimento de laços com o Irã.
A decisão ocorre enquanto ministros de Relações Exteriores da União Europeia se reunem em Bruxelas para discutir novas sanções por repressão a protestos no Irã, que já deixou milhares de mortos e presos. O IRGC tem influência significativa no país, com controle de áreas da economia e das forças armadas.
A mudança de posição ocorre com apoio de França, Itália e Alemanha, tornando provável aprovação política na reunião de hoje. Países da UE discutem incluir o IRGC na lista de entidades terroristas, em resposta à atuação do grupo no Irã e em operações no exterior.
Contexto e motivações
Autoria de decisões dura contra a repressão no Irã é citada por diplomatas como necessária para sinalizar firmeza europeia diante do papel do IRGC. O grupo já é acusado de atividades fora do país e de participação em ações que afetam cidadãos europeus.
As autoridades destacam que o IRGC controla parte relevante da economia e da infraestrutura militar do Irã, além de liderar programas estratégicos. A adesão à lista pode ampliar constrangimentos diplomáticos e complicar negociações com o Irã.
A decisão também é acompanhada por preocupações sobre duas cidadãos franceses que estavam na embaixada iraniana em Teerã, cuja situação tem sido acompanhada de perto pela diplomacia francesa. Funcionários destacam que a medida visa aumentar a pressão internacional frente aos acontecimentos no Irã.
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