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Gleisi afirma que Lewandowski avisou Lula sobre contratos de consultoria

Lewandowski teria avisado Lula sobre contratos privados de consultoria; escritório recebeu R$ 5 milhões do Banco Master, e ele afastou-se segundo a lei

Arquivo - Gleisi Hoffmann e Ricardo Lewandowski durante sessão para votar impeachment de Dilma Rousseff — Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
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  • Gleisi Hoffmann afirmou que Lewandowski avisou Lula sobre contratos privados ao ser convidado para o Ministério da Justiça em 2024.
  • O escritório de Lewandowski recebeu R$ 5 milhões do Banco Master para serviços de consultoria jurídica.
  • O contrato foi mantido mesmo após ele assumir o cargo, por indicação do senador Jaques Wagner.
  • A apuração envolvendo o Banco Master foi feita pela Polícia Federal durante a gestão de Lewandowski, com a prisão do presidente do banco.
  • Lewandowski pediu demissão do ministério no início de 2026 por razões pessoais e familiares, após afirmar ter cumprido suas funções.

O que aconteceu: Gleisi Hoffmann afirmou que o ex-ministro Ricardo Lewandowski avisou Lula sobre contratos privados ao assumir a Justiça. Ela reforçou que Lewandowski informou que manter contratos era Lei e que seria afastado de atividades privadas. A fala ocorreu durante um café com jornalistas.

Quem está envolvido: além de Gleisi Hoffmann, mencionam-se Ricardo Lewandowski, Lula, e entidades ligadas ao Banco Master. O escritório de Lewandowski recebeu 5 milhões de reais em serviços de consultoria jurídica, conforme apuração do portal Metrópoles.

Quando e onde: o diálogo ocorreu nesta quarta-feira (28), em Brasília, durante entrevista com jornalistas. Lewandowski deixou o ministério em janeiro de 2024, mantendo contratos até assumir a Justiça e Segurança Pública.

Por que envolve o tema: a discussão trata de contratos privados mantidos durante a nomeação de Lewandowski para o governo e a legalidade desses vínculos. Autoridades destacam que houve cumprimento de medidas legais e afastamento de atividades privadas.

Contexto e desdobramentos

Gleisi afirmou que Lewandowski cumpriu a lei ao se desvincular de consultorias privadas após o convite para o Ministério. O tema ganhou relevância após a divulgação de contratos com o Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro e com indicação de Jaques Wagner.

A apuração aponta que o Banco Master foi intervindo pela atuação do Banco Central, sob gestão associada ao Ministério da Justiça na época. A prisão do presidente do Master é citada pela ministra como desdobramento de investigações.

A defesa de Lewandowski sustenta que o afastamento ocorreu para cumprir deveres institucionais. A própria ministra reiterou que não houve relação entre a saída do ministério e as investigações sobre o Banco Master.

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