- A Polícia Civil investiga de forma informal o secretário de Articulação Política e Social, Gustavo Queiroz Monteiro, e o irmão dele, Eduardo Monteiro, assessor da prefeitura do Recife, sem abertura de inquérito.
- A prefeitura classificou o monitoramento como espionagem e uso político da polícia; a ação incluiu rastreador no carro oficial.
- A operação foi revelada pelo programa Domingo Espetacular, com prints de grupo de WhatsApp de delegados que orientavam as apurações.
- O caso gerou defesa e ataques na base do governo; a governadora Raquel Lyra escalou o titular da SDS para esclarecer a situação.
- O Ministério Público de Pernambuco pediu informações à SDS sobre a apuração; João Campos reagiu chamando o episódio de uso político e prometendo acionar a Justiça.
A investigação informal da Polícia Civil contra um secretário do governo de João Campos (PSB) reacendeu o debate político em Pernambuco, ampliando a tensão entre os principais grupos que disputam o governo em outubro. O foco recai sobre o secretário de Articulação Política e Social, Gustavo Queiroz Monteiro, e seu irmão, Eduardo Monteiro, assessor da Prefeitura do Recife. A apuração foi realizada sem abertura de inquérito, e a prefeitura qualificou o episódio como espionagem e uso político da polícia.
A operação envolveu registro de acompanhamento e fotos dos irmãos, com um rastreador colocado no carro do secretário. O caso foi divulgado pelo programa Domingo Espetacular, da TV Record, que mostrou prints de um grupo de WhatsApp de delegados de alto escalão orientando as apurações.
Investigação, defesa e explicações
O governo estadual reagiu com foco na legitimidade das ações. A governadora Raquel Lyra (PSD) escalou o titular da SDS para esclarecer o caso em coletiva prevista para a próxima segunda-feira. Alessandro Carvalho confirmou a existência da investigação, conduzida por uma equipe de inteligência da polícia, após denúncia anônima sobre supostos contratos envolvendo os irmãos.
O grupo de WhatsApp, intitulado nova missão, teria arquivado o caso após três meses de apuração, sem identificar ilegalidades. O Ministério Público de Pernambuco encaminhou um ofício à SDS solicitando informações sobre a apuração para esclarecer o andamento das investigações.
Reação de João Campos e desdobramentos
João Campos manifestou-se nas redes sociais, criticando o que chamou de uso político da Polícia Civil, sem ordem judicial ou boletim de ocorrência. O prefeito afirmou que houve coleta de dados no carro oficial da prefeitura sem autorização, e disse que vai acionar a Justiça para contestar o que classificou como perseguição.
A denúncia se soma a um histórico de tensões entre as lideranças locais e o governo federal, com Raquel Lyra vista como aliada de Lula por parte de aliados, e com o PT ainda definido sobre apoio estadual. A dinâmica envolve negociações entre PSB e PT, com eventual papel de outras siglas.
Contexto político e expectativa
O cenário pernambucano envolve o presidencial Lula e alianças locais, onde nomes do PSB mantêm laços com o governo federal. O PT avalia apoiar ou não João Campos, enquanto o PSB atua como influente na costura nacional de alianças. A definição de palanques permanece em discussão entre as legendas.
Entre na conversa da comunidade