- Após duas semanas de protestos contra o governo, o regime iraniano intensifica a repressão, com quase 600 mortos e cerca de 10.600 detidos, segundo a Human Rights Activists News Agency.
- O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que o país está “sob controle total” e que não busca guerra, mas está preparado para ela.
- Teerã diz estar aberto a negociações e mantém canais de comunicação com o enviado dos EUA para a região, Steve Witkoff.
- O governo atribui as manifestações a potências ocidentais e tenta justificar a repressão como necessária, enquanto o discurso americano fala em opções militares.
- Autoridades e legisladores de ambos os lados discutem ações mais duras, com mensagens de advertência de ataques a Israel e a bases dos Estados Unidos.
O Irã escalou a repressão aos protestos antigovernamentais, ao mesmo tempo em que afirma estar aberto a negociações com os EUA. O governo diz não buscar conflito, mas se declara preparado para enfrentar um eventual confronto militar. Os levantamentos, iniciados em 28 de dezembro, estão centrados em questões econômicas e políticas.
As autoridades registram grande mobilização contra o regime liderado pelo AI Khamenei. Segundo a Human Rights Activists News Agency, forças estatais fizeram cerca de 600 mortos e prenderam cerca de 10.600 pessoas em 15 dias. A comunicação de internet permanece instável, dificultando estimativas precisas da abrangência dos protestos.
O chanceler iraniano afirmou que a situação está sob controle e acusou potências ocidentais de transformar manifestações pacíficas em violência para justificar intervenção. A cobertura estatal mostrou apoiadores do governo em grandes cidades, com slogans antiamericana e antiisraelense.
Diplomacia e riscos
O governo também sinalizou abertura a negociações com os EUA, mantendo canais de comunicação com o enviado dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff. Em Washington, o presidente dos EUA mencionou a possibilidade de ações militares e afirmou que há opções sendo avaliadas.
Enquanto isso, legisladores de ambos os lados do Atlântico discutem linhas duras. Um senador americano sugeriu ações contra a liderança iraniana em caso de repressão, enquanto o Parlamento iraniano destacou que ataques estrangeiros teriam como alvo Israel e bases dos EUA na região.
A conjuntura aponta para um momento de tensão elevada, com o Irã tentando equilibrar medidas de dissuasão interna e pressão externa, sem descartar negociações que reduzam o risco de conflito. As próximas semanas devem esclarecer as diretrizes de atuação de Teerã e as opções de Washington.
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